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domingo, 31 de outubro de 2010

Palavras, apenas. Palavras pequenas. Palavras ao vento ...



Sim, engana-se quem pensa que não há poder nas palavras.

Guerras são travadas através delas.
Pessoas são encantadas.
Sofrimentos transformam-se em alegrias e vice-versa.

Eu concordo com Liesel Meminger, A menina que roubava Livros , quando ela diz :

Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito 

Conhecer as palavras e seu poder ,implica em saber quando são venenosas e quando estão sendo verdadeiramente doces. E isso, às vezes, é cruel (e eu não entrarei em detalhes).

Hitler foi um gênio (não, não sou hitlerista). Devemos admitir, senhores, Adolf gerou uma guerra e convenceu o povo Alemão de seus cruéis ideais, através das palavras (seus discursos e Mein Kampf não me deixam mentir). A IIGM foi fruto do veneno disfarçado de mel nas palavras de Hitler.



Usá-las da forma correta significa ter o poder para si, literalmente (ora, por que vocês acham que a ignorância interessa aos dominantes ?). Não acredita nisto ? Vamos a um exemplo, então : 

Para que serve um debate político ? Como sei quem o venceu ?
Através das palavras. Quem souber manipulá-las melhor, vence o debate e a eleição.
Novamente elas se relacionam com o poder. Entendam queridos, um verdadeiro político não deixa de cumprir suas promessas. Na verdade, ele nunca as fez. O que aconteceu foi, simplesmente, uma manipulação de palavras a fim de convencer você. Ele disse o que você queria ouvir (y). 

Não é questão de interpretação simplesmente. É questão de conhecimento (eu diria , até mesmo, que é um dom).

Eu, particularmente, gosto das palavras. Não sou tão boa e lírica com elas quanto o Marcos de Sousa ou o #MarceloAlves. Mas elas me fascinam. Dançam à minha frente e, vez por outra, me permitem descobertas e proezas. Até quando são cruéis comigo e passo a odiá-las, não consigo deixar de admirá-las. 

São sorrateiras, belas, sedutoras e sutis.

Sim, engana-se quem diz que não há poder (e beleza) nas palavras.


domingo, 24 de outubro de 2010

Meu Muiraquitã

É noite. Todos dormem.

Eu e a cidade permanecemos acordados.

A cidade, coitada, nunca tem descanso. Jamais tira um cochilo. 
Está sempre acolhendo uma alma perdida ou confusa em meio a seu caos.

Já eu, simplesmente não consigo adormecer.
Fecho os olhos e quase sonho com você à minha frente. Ingenuamente, abro-os na vã esperança de veres. 

Eis aí a causa de minha insônia : tua ausência.

Meu quarto cheira a presente e patchoulli, minha cama veste nossas lembranças, meu armário ainda guarda suas roupas e pela minha janela vejo as estrelas que ainda guardam nossos sonhos.

Ainda me lembro do dia em que o deixei, no auge de tudo.. Assim como também me lembro da forma como fostes levado de mim pelas mãos do destino.

Pode um amor resistir a tamanha distância ? 

O telefone toca. Do outro lado da linha ouço uma voz doce e quente. A sua voz.
Você também não consegue dormir, pelo mesmo motivo que eu, e de um jeito um tanto perverso, fico feliz por isso. Aos poucos, a sua suavidade me abraça e eu enfim adormeço.

Infelizmente, apesar da beleza do dia quando fito minha janela ao amanhecer, minha alegria não está completa. Falta o meu muiraquitã humanizado. Falta você. E por mais que possa se desejar um final feliz neste texto, ele não será possível no momento, porque esta história ainda não chegou a seu fim.

sábado, 29 de maio de 2010

A busca eterna por asas

Vamos direto ao ponto : será que perdemos a capacidade de sonhar ?



Durante um debate numa aula (a qual eu infelizmente cheguei atrasada) surgiu o seguinte tema : por que a nossa geração parece ter perdido a vontade de sonhar ?



Na verdade, reformulei esta pergunta. Ao invés da palavra “vontade” havia a palavra “capacidade”. Entretanto, não acredito que tenhamos perdido tal capacidade. Ela apenas está adormecida devido ao tipo de vida que levamos hoje em dia.



Como assim ? Simples : entramos num ciclo vicioso. Com a globalização e as consequências do capitalismo, as pessoas foram ficando cada vez mais sem tempo. Para solucionar este problema, nos empenhamos para tornar nossas vidas mais práticas, principalmente através de recursos tecnológicos. Isso é, aparentemente, bom. Aparentemente. Por causa de tais facilidades, nos acomodamos, deixamos de pensar a fim de resolver nossos problemas, para pensar em números.



A cada facilidade que aumenta um pouquinho nosso tempo livre, arrumamos outra atividade e voltamos a ficar sem tempo.







O ser humano não sabe ficar parado.







Não importa quantas forem as facilidades e praticidades : 24h nunca parecerão suficientes para o Homem. Tais recursos só piorarão a situação. Eles atrapalham as relações sociais e nos fazem pensar menos e agir mais. Tudo já chega até nós pensado, “mastigado”. É mais cômodo só executar uma tarefa, sem precisar pensá-la. Em compensação, é menos saudável.



Se você se acomoda a não pensar, automaticamente você se acostuma a aceitar que os outros pensem e decidam por você, ou seja, ao invés de ter suas próprias opiniões, idéias e sonhos, você aceita os que lhe são impostos e, o pior, acredita que realmente são seus. Isso praticamente acaba com a vontade do ser humano de sonhar e um Homem que não possui sonhos é um Homem sem vida.



Viramos máquinas ? Perdemos nossas asas ? Cansamos de lutar para não sermos manipulados ?



Entre aceitar que sonhem por mim e ser “normal”, e ter meus próprios sonhos e ser tachada de louca, eu prefiro ser a louca. Afinal, os loucos podem dizer o que quiserem quando bem entenderem, ninguém os reprimirá. Além do mais, os sonhos mais loucos são os mais difíceis de se alcançar. A eterna busca por realizar um sonho é o que move ou pelo menos deveria mover a humanidade.









E você, já sonhou hoje ?



sábado, 8 de maio de 2010

À mulher que eu mais amo

Todos os anos, no segundo domingo do mês de maio, homenageamos aquela mulher que nos deu a vida.

Já vi diversos tipos de homenagens às mães. Das mais sem nexo (como as do Guanabara) até as mais bonitas. Das mais simples às mais sofisticadas.

Com relação aos presentes, já vi dos mais criativos possíveis aos mais comuns.

Vejo todos os anos, o desespero de pais e filhos para encontrar algo especial, que simbolize um sentimento que nenhum dos dois é capaz de compreender perfeitamente. Pessoas tentando descobrir o que a Querida Mamãe mais precisa ou que ela mais deseja. Sou uma dessas pessoas desesperadas por demonstrar, a cada ano, de uma forma diferente, o que sinto pela minha mãe. Esse ano resolvi simplesmente escrever a ela aqui o que provavelmente ela já sabe, mas que eu nunca lhe disse.



Se, quando eu crescer, for metade da mulher que é a minha mãe, tenho certeza de que serei alguém muito bom.

Não que minha mãe seja perfeita. Não mesmo. Mas, dentro de todos os seus defeitos, ela ainda consegue despertar em mim (e em muitos outros) admiração e respeito. Aos mais íntimos, carinho . E, em mim, a vontade de ser alguém que se pareça em questão de valores e sentimentos, com ela.



Por que essa “obsessão” de parecer com a minha mãe ?

Porque todas as vezes que eu preciso, ela está lá.
Quando eu fico doente, é ela que passa a noite em claro cuidando de mim.
Quando estou desesperada, é o colo dela que procuro.
Se algo de muito bom acontece, é o telefone dela o primeiro que disco.
Se algo de muito ruim ocorre, o telefone dela também é o primeiro da lista.
É ela que chora de saudades quando passo muito tempo fora.
É ela que se emociona quando venço mais uma etapa na minha vida.
É o olhar dela que parece se perder num eterno devaneio quando percebe que cresci mais um pouquinho.
É com ela que fico brava quando não posso fazer algo .
Mas é a ela que agradeço ( ou pelo menos deveria) quando percebo que realmente não era para ter feito.
São os conselhos dela os mais valiosos e os mais difíceis de seguir, por serem os mais certos.
São os olhos dela que conseguem enxergar o que ainda não sou capaz e me alertam sempre que preciso.
É ela que fica com o coração na mão todas as vezes que vou para os estádios de futebol (são os únicos jogos que ela assiste).
É ela que vira bicho quando mexem comigo.
É na porta do quarto dela que ainda bato quando sinto dor.
É o nome dela que eu grito quando aparece algum inseto horrível e nojento.
Foi ela quem me ensinou a me cuidar como mulher.
Foi ela quem me moldou para ser alguém, segundo ela, melhor do que ela e meu pai são.
Foi ela quem passou tardes e noites com livros nas mãos me ajudando a estudar.
É dela o “bom dia” que mais gosto de ouvir.
É a preocupação dela a mais intensa que há com relação a mim.
É ela a pessoa que mais tenho medo de perder no mundo.
E a que mais tenho medo de decepcionar.
É com ela que mais me pareço (e me orgulho muito disso).
É dela o incentivo mais poderoso que recebo.
E a bronca que mais dói receber.
É por ela que me esforço para ser alguém a cada dia melhor e que lhe dê orgulho.
E é quando brigo com ela que fico mais triste (apesar de, às vezes, não parecer).
É por ela a primeira prece que faço todas as noites antes de deitar.
E, por fim, é ela a pessoa mais importante e especial da minha vida.
Não preciso (Graças a Deus) de que chegue o dia das Mães para lhe dizer isso, mas já que ele existe, digo hoje da forma mais sincera e madura que já disse em toda minha (ainda pequena) vida :



Mãe, Te Amo !


 


E, no meu coração, por mais clichê que isso possa parecer, todos os dias são Dia das Mães, porque para mim, todo dia é dia de homenagear e prestigiar a mulher que me deu a vida e que me tornou o que sou hoje.




sábado, 27 de fevereiro de 2010

Provando algo diferente

Depois de um período de total falta de criatividade (talvez por conta das férias e do carnaval muito agitados) volto finalmente a postar neste humilde blog para a alegria de uns e a tristeza total de outros.

Sabe, no decorrer do ano esquecemos o quanto é bom se desligar da nossa terra. Conhecer pessoas e lugares novos faz bem, desestressa, traz novas experiências e, muitas vezes nos faz refletir sobre coisas que, até então, nunca tínhamos parado para pensar.

Uma janela de avião é um lugar excelente para isso.

Tudo bem, vocês podem dizer que numa viagem de 3 horas e meia (de Belém ao Rio), não há muito o que fazer além de dormir, ler aquelas revistinhas que a companhia aérea disponibiliza e pensar na sua vida ou na viagem que terminou há poucos minutos, mas vale a pena relatar a experiência. 

Ao decolar do aeroporto de Belém, no dia 18 de janeiro, exatamente na hora do amanhecer, comecei a fazer um pequeno balanço de minha viagem. 
Bom, estava voltando ao Rio de Janeiro com uma mala literalmente duas vezes mais pesada do que na ida, um sotaque diferente do que deixou o Rio na noite do dia 02 de janeiro, uma gíria que parece grudar na gente (ÉGUA!) e muitas ótimas lembranças de uma terra tão bonita. 

É incrível como o Brasil tem lugares bonitos e interessantes,mas parece que só o que interessa aos brasileiros são os cartões postais do exterior.
Belém é uma terra encantadora e fantástica. Mistura história, beleza, ritmo e preservação do que, no Sudeste (sonho de muitos nessa região) já sumiu faz muito tempo.

Conheci lugares incríveis historicamente como o "Ver-o-Peso",o "Forte do Presépio" e a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré (aonde ocorre todos os anos a procissão do Círio de Nazaré).
Entendi finalmente o fenômeno das marés (nunca tinha entendido realmente, mesmo com todas as aulas de geografia que tive sobre o assunto)quando estive em Salinas. A propósito, as dunas perto da praia são realmente lindas(recomendo).
Isso sem falar em todos os lugares incrivelmente bem cuidados, limpos e bonitos que visitei como o "Pólo joalheiro"(cuja história vale a pena conhecer. Antes de existir o pólo, o lugar era uma prisão),a "Estação das Docas", o "Bosque", o "Museu" (que,ao contrário do que estamos acostumados por aqui, exibe animais soltos e plantas da região), o "Mangal das Garças" (um lugar que, me perdoem meus conterrâneos, é mais bonito que o Jardim Botânico).

Enfim, no meio de tanta natureza e de tanta gente simpática e educada (o que não se vê muito aqui no Rio), encontrei muitas pessoas encantadas demais com o conceito vendido pela mídia de "Cidade Maravilhosa".
Algumas não querem nem saber dos problemas noticiados todos os dias pelos meios de comunicação. Só querem, simplesmente uma vida melhor,e entendem que o melhor lugar para conseguirem isso é no Sudeste. E eu que pensava que, quando meus professores de História e Geografia falavam sobre essa migração, era algo que tivesse ficado para trás.  
É muito estranho você constatar que, apesar de tamanha beleza e riqueza naturais, essas regiões do país sejam tão deixadas de lado pelo governo.
Os próprios governantes da região poderiam fazer algo mais, mas não fazem.

Enfim gente, como creio que já tenha dado para notar, minhas férias foram SENSACIONAIS e recheadas. Só não lhes conto tudo porque foram MUITOS momentos, lugares e sensações diferentes, inexplicáveis e especiais.

Aah, sem esquecer, é claro, da minha família : LINDA ! Obrigada pelo acolhimento. Saudades de vocês já .

No mais, até !



terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Sentimento nos trouxe de volta

A cada dia que passa mais aumenta a minha certeza de que não há outro time no mundo que eu pudesse amar sem ser o Vasco .
Há outros post's nesse blog sobre o meu tão amado time (tenho consciência de que, para alguns, isso pode ser chato), mas há algumas semanas eu definitivamente me dei conta do quanto ele é importante para mim .
Quando caímos para a série B, chorei desesperadamente (parecia até que alguém havia falecido). Fiquei muito triste, mas jamais deixei de apoiar o meu time e de dizer que sou vascaína .
Durante todo o ano de 2009 gritei, cantei e ajudei a empurrar meu time. Mas no sábado (07/11) quando entrei no Maracanã, senti algo diferente. Tudo ficou mais lento, mais bonito. Era como se eu entrasse numa outra realidade, outra dimensão. Na hora do apito final, a certeza : nós voltamos. O pesadelo finalmente acabou ! O Clube de Regatas Vasco da Gama , perante a festa feita por uma torcida espetacular, voltou à série A do Campeonato Brasileiro.
Mas ainda faltava o título. Precisávamos voltar como campeões, mostrando força total .
Então, sexta-feira (13/11) a missão do Vasco era vencer e conquistar o título.
Não pude ir ao jogo (droga!), mas assisti na praça perto da minha casa (com direito a telão, torcida organizadae, é calro, gente sacaneando). Quando acabou o jogo eu só queria gritar, chorar. Parecia que o meu peito ia explodir. Minha alegria não cabia dentro de mim !
Nesse momento entendi o verdadeiro significado da expressão "Amor à camisa". É inexplicável (dããããã, é amor ! Lógico que é inexplicável) ! Me faz bem, me ajuda a extravasar, prende a minha atenção, me faz perder o fôlego, perder a voz, me deixa em estado de êxtase (não estou exagerando, é exatamente assim que me sinto). Percebi que o que eu realmente sinto vai muito além do que eu imaginava e que se o Vasco não existisse faltaria um pedaço de mim, ficaria um vazio que não sei se poderia ser preenchido .
Enfim galera, respeito a opinião e o time dos outros (portanto exijo que respeitem o meu), mas, na boa, não há NADA nem NINGUÉM que consiga me fazer crer que o Vasco da Gama é menos que Amor Incondicional na minha vida !

Sou Vasco da Gama, tantas vezes campeão !


domingo, 25 de outubro de 2009

" Pelo meu Vascão, meu único amor (...)"

Agora, um post mais tranquilo do que o anterior ...
Sim, vou falar do MEU VASCÃO !

Bom, ontem eu fui ao jogo Vasco x Bahia, no Maracanã ...
Ingresso na mão, tudo pronto, quando de repente, antes de sair de casa :

Eu : Mãe, não estou me sentindo muito bem ...
Mãe : O que foi filha ?
Eu : Sei lá, tô enjoada, e acho que estou com um pequeno distúrbio gástrico .
Mãe : Se você não melhorar vai ter que ficar em casa, filha .

Foi o que bastou . Como minha mãe, ela deveria sber que eu estava MUITO a fim de ir ao jogo e que uma declaração dessa não ajudaria em nada minha recuperação. Pelo contrário, só pioraria as coisas, já que, quando eu fico nervosa, costumo passar muito mal .
Fiquei ainda mais nervosa . Ela tentou me acalmar e dizer que era besteira. Me deu um monte de remédios, e mais um monte deles para eu colocar na minha bolsa ( que agora mais parecia uma mala de viagem) e disse :

- Pronto filha, vai passar. Agora termina de se arrumar e vai .

Melhorei. Não sei se pela declaração mais reconfortante ou se pelos muitos remédios, mas melhorei .
Bom, agora eu estava saindo de casa, indo para o metrô . A Jéssica (minha amiga) me ligou dizendo que estava neste e eu me preparei para quando chegasse .
Entrei no vagão :

Eu: (surpresa pela presença da Yasmin qu já havia dito que não poderia ir) Oi !
Elas: Oi Helô !


Bom, a Yasmin ainda não havia comprado o ingresso e já eram duas horas e alguns minutos ...
Quando descemos na estação, já estava uma festa. A torcida desceu cantando (lindo) e nós nos dirigimos à bilheteria. Bom, elas, porque eu comecei a passar mal de novo e fiquei longe daquela aglomeração toda .
Subi a rampa do maraca para esperá-las. Tirei foto com o mascotinho (lindo também) e logo depois elas chegaram .
Resolvemos ir para a arquibancada verde, onde fica a Força Jovem .
Nos localizamos bem ao lado de onde a bateria desta subiria para assitir ao jogo .

Quando a bateria subiu, foi uma verdadeira festa : as bandeiras subiram também, todos estavam cantando, batendo palmas e tudo o mais . Só que a quantidade de pessoas também aumentou e muito ! Na minha frente formou-se 1 fila a mais de torcedores para assistir ao jogo, forçando-me a ficar de pé na paradinha verde (não é cadeira o nome).
O jogo começou, todos cantando, aquela marola no ar, alguém lançando absorventes em cima de nós (fechados, é bom lembrar), meus pés começando a protestar pelo tempo que já estava de pé, quando, de repente : GOOOOOOOOOOL.  Fagner foi o pai da criança ... Lindo, gritei muito (até o menino que estava na minha frente olhou para mim com uma cara meio assutada).
Terminado o primeiro tempo eu procurei sentar (nossa, meus pés realmente doíam). Estava com sede, mas só quando começou o segundo tempo meu pai conseguiu comprar para nós água .
Eu estava muito cansada, queria realmente ficar sentada, mas sentada o vento não batia em mim, a marola era mais forte e eu não via o jogo. A contragosto dos meus pés, levantei ...
Depois de um tempinho : GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLL de novo. Élton, dessa vez, lindo, lindo ...
O Bahia até tentou e fez um golzinho de honra, mas foi só .
Hora de ir para casa .
Esperamos um pouquinho o tumulto e fomos, mas não adiantou muito : logo veio uma família da torcida organizada cantando e arrastando todo mundo, causando a maior confusão .
Até a saída do maracanã foi assim, várias famílias das torcidas passando e carregando tudo e todos consigo.
Depois foi fácil : chegamos no metrô, voltamos para a estácio para virmos sentados e voltamos para casa .

Quando cheguei em casa só o que queria era banho e cama, mas comi ainda e passei remédio nas minhas pernas, porque senão não conseguiria dormir (estavam doendo muito ! Nossa !) .

Bom, esse foi o meu dia ontem .
Uma festa lindíssima da torcida vascaína. Não quebramos o recorde de público, mas eu não ligo. Considero ainda meu os 79.000 e poucos que conseguimos no Vasco x Ipatinga. Afinal, foi jogo de uma torcida só, com o preço normal dos ingressos e uma festa muito linda .

Enfim, já mencionei que ADORO SER VASCAÍNA ?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Que seja eterno enquanto dure

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de avisar : esse post é sobre um medo que frequentemente inunda meus pensamentos. Mas não é um medo comum. É algo que mexe com meus sentimentos e me deixa completamente arrasada .


Eu tenho medo do  fim . Tenho medo do fechamento do ciclo que, com certeza, é/será o mais importante da minha vida : a adolescência .
A adolescência costuma apavorar todo mundo. Primeiro vem aquela incômoda puberdade. Depois, aquelas paixões que nos fazem ir do êxtase ao mais puro sofrimento num intervalo de tempo inacreditavelmente curto. Aí, começam as pressões para que você decida o que irá fazer no futuro (engraçada essa sociedade. Dizem que somos uns preguiçosos irresponsáveis sem encéfalo, mas impõem as decisões mais importantes das nossas vidas justamente nesse período ! Aah, deixa, isso é assunto de outro post). Mas eu não considero esses os vilões .
Sabe, entre os meus amigos eu sempre fui a mais nova e a que conseguia me adaptar às situações mais facilmente porque me preparava para elas.
Contudo, eu nunca me preparo para me adaptar ao fim.
Até a 7° série, o último dia de aula nunca tinha sido problema para mim. Mas na 8° foi diferente : eu ia sair da escola, deixar todos os meus amigos de anos para poder entrar em um colégio cuja carga horária é integral. Eu sabia que me afastaria muito deles. Meu coração doeu demais naquele dia (e dói até hoje, de saudades e ciúmes de quem pode tê-los todos os dias por perto).
Entrei no meu novo colégio totalmente ciente de que aqueles seriam os últimos 3 anos de escola.
No início do 1° ano achei que seria forte o suficiente para aguentar quando chegasse ao 3°. Mas no final do ano quando vi (e realmente me dei conta) de que meus veteranos estavam indo embora, fiquei muito triste e passei a pensar em como seria na minha vez ...
Chorei quando assisti High School Musical 3 (foi a única vez em que chorei vendo um filme desse tipo). Me coloquei no lugar das personagens e me vi ali com todos os meus amigos, de beca, lindos, cheios de sonhos e planos diferentes para suas vidas. Todos partindo ... Ficando somente as lembranças e a sensação de que poderíamos ter aproveitado mais, curtido mais ...
Esse é exatamente o meu medo : o fim dessa rotina com todas essas pessoas que eu tanto amo, das brincadeiras e situações inusitadas. Medo da saudade ficar muito grande por causa da distância. Medo de perder o contato com todo mundo. Medo da sensação de que acabou, de que o tempo não vai voltar atrás e eu nunca mais serei adolescente. Medo de ter feito tudo errado. Medo de começar um novo ciclo onde as verdadeiras amizades são mais escassas e as pessoas são menos divertidas e mais sorrateiras. Medo de ter tantos problemas e não conseguir resolvê-los. Medo, simplesmente, de crescer e me tornar uma mulher frustrada. Medo de não ser feliz !


Infelizmente eu não sou capaz de finalizar esse post (eu já estou lacrimejando, droga!). Talvez ele não mereça mesmo um fim. Talvez seja melhor que não haja um ponto final, pelo menos não aqui. Que seja simplesmente mais um desabafo sem importância/bobo cujo fim sua rélis autora não teve coragem para escrever |

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ser Vascaíno é isso !






Clube de Regatas Vasco da Gama – 111 anos de História !


Não é por nada não, mas o meu time tem uma das histórias mais bonitas dentre os clubes brasileiros !
Pode ver !
Pioneiro em muitas das conquistas NACIONAIS do esporte .
Teve seu estádio como palco da principal vitória do trabalhador brasileiro !
Conhecido eternamente como o time da virada, que simplesmente não desiste perante os desafios e as dificuldades !
Tem uma torcida apaixonada e que não abandona o time nem nas horas mais difíceis !
Somos o Clube da Colina !
Fomos tema até de Samba Enredo !
Temos tradição na formação de atletas !
Muitos dos maiores craques do esporte nacional vestiram nosso Manto Sagrado !
Não somos um clube apenas de futebol, podemos nos orgulhar das equipes de TODAS as modalidades nas quais estamos inseridos !
E, quer saber do que mais ?
Somos infinitamente felizes por poder sentir o amor que pulsa em nossas veias eternamente bombeado pela intensa e magnífica Cruz de malta encrustada em nosso peito !


Ser Vascaíno é isso !


domingo, 6 de setembro de 2009

A arte de apreciar ...


Que delícia é ler um livro .




Considero mais prazeroso do que muitas coisas.

Geralmente, leio quando não quero ser incomodada por nada, nem pelos meus próprios pensamentos . Basicamente, para ser franca, leio por causa deles .

São muitos na minha cabeça, sobre os mais variados assuntos e eles ficam ali, girando pela minha mente. De repente, todos “descem” ao mesmo tempo e, às vezes, tenho a impressão de que vou surtar. Não consigo pensar neles um a um e isso me deixa muito irritada . Sou boa para agir rápido, não para elaborar algo com mais cautela .

Então os livros são minha área de escape . Fico completamente absorta na história, o mundo lá fora parecendo não existir , e isso de alguma forma tranqüiliza e reorganiza meus pensamentos . Não penso em mim ou no que quer que seja que não esteja no que leio. Simplesmente, dou uma trégua a meu cérebro e paro.

Por vezes, me deparo com situações parecidas com as que vivo e isso me faz refletir involuntariamente, mas não me deixa louca ou algo assim . É bom . E quando a leitura termina, parece ter havido uma troca entre mim e o autor : ele expõe seus pensamentos e sentimentos, e isso o faz bem. Eu relaxo e curto o momento sem me preocupar comigo e isso também é bom. Chato mesmo é ter que pensar na própria vida, sem ode fantasiar muito porque ela é real É diferente ver que o destino da personagem pode ser diferente se for você quem o editar, ou como ela pode ser o que você quiser, bastanto apenas fantasiar, imaginar,. Assim como é surpreendente ver como você se imagina naquela história, vivendo aquela vida .

E ainda tem o fato de que você aprende mais sobre o que quer que seja e consegue tirar lições para a vida real. É fantástico. Literalmente uma viagem a um mundo que só você pode controlar.

Particularmente aprendi a me decepcionar com as adaptações para o cinema, porque o que você imagina nunca é o que outra pessoa imagina ou quer ver e não dá para agradar a maioria .

Enfim, o que gosto mesmo é de poder sair do “meu mundo” para entrar no de alguém , totalmente novo, podendo interferir livremente e deixar tudo côo eu quero sem precisar me preocupar com o possível e o impossível. Essa é a graça !
 

©2009 BambaLoucos | by TNB