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sábado, 1 de maio de 2010

Crônicas de uma estudante revoltada

Sinceramente, eu acho muito injusto para com os (verdadeiros) estudantes determinadas declarações feitas por pessoas guiadas (sem perceber) pelo senso comum. Para entender melhor o que eu quero dizer, vamos a uma pequena crônica :

Um grupo de estudantes uniformizados se aproxima das portas (ainda fechadas) de um vagão do metrô lotado. Ora, também merecemos voltar às nossas casas !

Logo que as portas se abrem, inúmeras caretas de dentro do vagão começam a surgir e um burburinho de insatisfação brota de alguns pontos.

Os estudantes entram sob aquele discreto e silencioso protesto, todos com suas mochilas sendo seguradas para baixo ou na frente do corpo (assim como aquela voz calma e suave nos aconselha naquela gravação), mas ainda é perceptível que alguns passageiros se sentem incomodados com as tais.

Depois de pouco tempo, os estudantes passam a receber olhares tortos por conta do assunto por eles discutido : o fim de semana e muitas piadas. Pois bem, as estações vão passando e conversas paralelas vão surgindo entre eles sobre os mais variados temas. Acreditem ou não, mas até mesmo conversas feitas de forma sutil sobre vestibular, técnico e provas parecem incomodar alguns passageiros. Até que, finalmente, alguém diz :

“Depois de um dia estressante, ainda sou obrigada a aturar isso ...”

A vontade que eu senti no momento foi de me dirigir a ela da seguinte maneira :

“ Ô minha tia, olha só, eu não tenho culpa se a senhora teve um dia estressante e se a minha conversa não lhe agrada, mas a opção de ouvi-la ou não é sua, já que estou conversando num tom baixo. Garanto que se eu estivesse aqui dando inúmeras dicas de beleza, a senhora não estaria reclamando. “


Maaaaaaas, minha queridíssima mamãe me deu educação e me ensinou a não responder à provocações desta maneira. Portanto, farei uso deste espaço que é MEU e onde eu posso expor as minhas idéias, opiniões e reclamações da forma que bem entender. Se você pensa da mesma forma que aquela senhora no metrô, por favor, pare AGORA de ler este post.



Pois bem, eu acordo às 05:00 da manhã para ir à escola. Entro na sala de aula e, lutando contra o sono, tento assimilar todos aqueles conteúdos que farão de mim uma boa profissional (ou não). Saio do técnico e tenho um pequeno intervalo entre ele e o ensino médio (não dando tempo de voltar para casa para almoçar, tomar banho ou descansar.), que , em semana de provas, é usado para estudar para as mesmas.

A hora do almoço … Deveria ser um momento de alegria, satisfação, tranquilidade, afinal estamos “reabastecendo” ! Mas não. Precisamos respirar fundo e torcer para que o cardápio do dia seja um pouquinho variado (já que não é lá tão saboroso). Agora me digam, desde quando canjica (rala, diga-se de passagem) alimenta um adolescente em fase de crescimento, que passará o dia inteiro fora de casa ?

Para aqueles que podem pagar, há duas opções : salgados ou almoço no restaurante (comida com bicarbonato).

Depois do almoço, sala de aula novamente. Hora do intervalo e . . . Sala de aula mais uma vez.

Na hora da saída, conversamos um pouquinho com os amigos para esparecer, relaxar (mas somente quando isso é possível) e vamos enfrentar nossas conduções simplesmente lotadas .

Tudo bem, alguns podem alegar que nós não fazemos mais do que nossa obrigação, que muitas pessoas têm a rotina bem mais desgastante que a nossa, que nós passamos o dia inteiro sentados mas, esperem um pouquinho : não passamos o dia inteiro sentados (acho que também não suportaríamos), também sofremos no calor com uniformes quentes, carregamos mochilas pesadas com livros enormes, não nos alimentamos da maneira correta, viramos noites estudando para inúmeras provas a serrem realizadas no dia seguinte e fazendo trabalhos intermináveis (ou seja, não dormimos direito), acordamos ainda de madrugada , chegamos tarde, levamos trabalho para casa (lógico) e ainda precisamos nos manter atualizados sobre o que acontece no mundo. De certa forma, somos sim trabalhadores.

Outro fato importante : tente observar as demonstrações de falta de educação dentro de um metrô, por exemplo (aproveitando a deixa da crônica) e constate que a maioria delas não provém dos estudantes, mas sim daqueles que, normalmente são os primeiros a recriminar o comportamento de deles.

Participei de uma cena que me deixou revoltada quando eu ainda era do primeiro ano do ensino médio :


Metrô cheio, bancos especiais ocupados por homens bem vestidos . Eu estava sentada no banco normal, paralelo a estes, quando uma mulher carregando uma recém-nascida em um dos braços e, no outro,uma bolsa grande com as coisas da menina (daquelas usadas para carregar fraldas, mamadeiras, toalhinhas e todo o tipo de aparato que o neném venha a precisar na rua) entrou no vagão . Algum daqueles homens engravatados sentados no lugar destinado àquela mulher, levantou-se e cedeu o lugar a ela ? Não ! EU,a estudante MAL EDUCADA , SEM-NOÇÃO e INCONVENIENTE, levantei e cedi meu banco à mulher.



Para aqueles homens sentados naquele maldito banco naquele dia. 

Portanto, deixemos de ser preconceituosos e paremos de generalizar o comportamento dos jovens, porque TODOS os adultos de hoje passaram por isso e muitos outros,que estão crescendo,ainda passarão. Cada um possui uma personalidade e um comportamento, não sendo justo julgar a todos por causa de um. E mais uma coisa : antes de recriminar as atitudes alheias, procure fazer uma avaliação das suas, afinal, culpar os outros é muito fácil,mas reconhecer os próprios erros . . . (tsc tsc)


sábado, 24 de abril de 2010

A tal da TPM ...

Definitivamente mulher de TPM é uma merda.

Sim, caros leitores, com o perdão do termo chulo usado logo na primeira linha deste post, mas não há outra palavra que expresse tão bem uma situação tão desastrosa imposta pela Natureza a todas as pessoas do mundo.

Novamente, sim meus caros, TODOS sofrem quando uma mulher está de TPM. É quase uma reação em cadeia. Acho que pode até ser representada por uma equação para facilitar o entendimento daqueles idiotas que insistem em afirmar que a TPM é uma frescura derivada da constante carência feminina.



Vamos relembrar um pouquinho das empolgantes aulas sobre sistema endócrino, as quais eu tenho certeza (ironicamente falando) que meus inteligentes e estudiosos leitores prestaram muita atenção no segundo ano do ensino médio :

Quando a mulher está de TPM, significa simplesmente que os hormônios (enlouquecidos) dela estão correndo por todo seu corpo de forma (super) intensa causando nela as mais diversas (inexplicáveis e absurdas) reações. As mais comuns são : aumento da agressividade e do nível de stress, da carência e da sensibilidade.



Pois bem, aqui vai o relato de sua (nada) humilde escritora sobre sua mais recente TPM (sim, esta realmente merece um post) :


Era para ser mais uma semana tranquila e feliz,até eu constatar no Sábado que estava de TPM. Sim, eu sei reconhece-la e aconselho a todos que não me levem tão a sério se eu estiver sob o efeito dela. Fico completamente maluca. Prestem atenção nos sintomas : muita alegria, muita raiva, muita vontade de chorar, muita carência, muitos surtos de loucura, muita vontade de comer chocolate e muito sono. Tudo isso acontecendo em intervalos de menos de 5 minutos entre cada um (nos meses mais graves, estes sintomas podem se apresentar todos ao mesmo tempo).

Pois bem, no Sábado eu comecei a surtar. Surtar MESMO. Estava muito feliz no msn, quando DO NADA senti vontade de atirar meu monitor pela janela, porque estava morrendo de raiva. Aí começa o efeito “TPM pára-raio” : meu computador travou completamente, o que me fez ficar (MUITO) chateada. Quando consegui que este voltasse ao normal, fiquei triste. Não sei porque mas fiquei igualzinho uma emo na frente do pc. Poucos minutos depois, estava novamente super feliz conversando com todos.
Mas isto não durou muito tempo (não, eu estava de TPM, não ia durar tanto tempo assim). Não sei porque mas sismei que uma pessoa com a qual estava conversando não queria falar comigo. Depois disso, achei que 80% das pessoas com quem conversava não queriam conversar comigo então bloqueei metade dos meus contatos. Mas exatos 30 minutos depois estava eu conversando novamente com todos eles e feliz da vida.
Depois que desliguei o computador, fui (tentar) dormir. Tive uma noite horrível ! “TPM pára-raio” outra vez atacando : meu vizinho (o qual não fala comigo) estava ouvindo música bem alto de madrugada, o que impediu que eu conseguisse dormir. Por outro lado, tive sonhos, no mínimo, estranhos que me faziam acordar a cada uma ou duas horas. Resultado : no dia seguinte eu estava um caco e mais chata ainda.
No decorrer do dia, pensei (doce ilusão) que minha (odiada) TPM já estava de partida, pois melhorei. Maaaaaaaas, foi só entrar no msn e começar a conversar com as pessoas que ela se manifestou novamente. Foi aí que constatei que minha TPM além de pára-raio de problemas é também anti-social. O resultado dessa constatação : fui dormir mais cedo no domingo a fim de descansar e acalmar meus (ensandecidos) hormônios.

Acordei (aparentemente) bem na segunda-feira. Fui à escola, tinha prova para fazer e não sabia nada (quem disse que minha TPM gosta de estudar ?), mas até que fui bem. Passei um dia maravilhoso, se comparado aos dois anteriores, mas ainda estava enjoadinha (tipo criança quando o primeiro dente está nascendo). Na terça, meus hormônios começavam a dar sinais de que haviam se acalmado, pois eu já conseguia socializar com as pessoas e os problemas iam começando a desaparecer.

Maaaaaaaaas, quarta-feira eu constatei que ela só havia tirado um cochilo (espertinha). Tive uma crise de imaturidade/infantilidade, no maior estilo “mãe-eu-quero!” daquelas criancinhas pentelhas e mimadas (sim, eu parecia uma delas). Resultado : briguei com quem eu não queria/deveria, fiquei MUITO triste (por causa disso) e emo novamente (por causa da TPM). Aí a “TPM pára-raio” ataca novamente me trazendo uma onda de desentendimentos com diferentes pessoas, por diferentes (e ridículos) motivos em um curtíssimo espaço de tempo.

Chego em casa e minha mãe olha,super preocupada como ela é (mãe, te amo), e me diz : Filha, o que aconteceu ?

Nessa hora, minha “TPM anti-social” me domina e eu a ignoro.

Meu pai fica boladão e começa a reclamar (acho que meu pai tem algum tipo de distúrbio hormonal também. Os cientistas deveriam estudá-lo para saber se os homens possuem alguma doença parecida com a TPM nas mulheres) de coisas que nada tinham a ver com o assunto.

Bom, tomei um banho com uma água super gelada para me acalmar e fui dormir.

Tive pesadelos a noite inteira e sonhos incrivelmente retardados.

No dia seguinte, fui TENTAR fazer as pazes com quem tinha brigado (a menstruação tinha descido e isso me deu uma certa angustia,porque os dois primeiros dias são os piores para o meu humor. Se eu já estava um saco, imagina como eu ia ficar?), mas isso durou pouco : logo outros problemas apareceram, eu fiquei extremamente irritada, depois triste, depois louca e finalmente, fui para casa e chorei muito.

Sexta-feira (bendita sexta-feira) acordei péssima, mas falando com todos e calmíssima, o que significava que A TPM TINHA PASSADO ! E, dessa vez, tinha mesmo. Aí expliquei meu surto para todos aqueles que sofreram com minhas oscilações, me reconciliei com quem deveria e passei um EXCELENTE final de semana !

Agora, a todos aqueles que convivem comigo, tenho uma notícia a dar :

Conversando com uma amiga da minha mãe, que é médica e está acostumada a me ouvir depois do meu período de TPM, descobri que não devo me espantar se estas “crises” piorarem no decorrer deste ano, porque será para mim um período de muita tensão, stress e pressão, o que contribui para o desequilíbrio hormonal e, consequentemente, para o agravamento da TPM.

Mas acalmem-se. Algumas atitudes (que já comecei a tomar) podem eufemismar os efeitos da TPM e melhorar as minhas oscilações de humor durante esses dias.

E, às minhas amigas de CEFET/HM vale o mesmo : terceiro ano vai acabar conosco meninas, portanto, a chance de vocês surtarem durante os meses de 2010 que ainda nos restam também é ENORME ! (risos)

Para os meninos, somente um conselho : fiquem bem longe nesses dias !




 

BeijooO queridos !



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Geração Coca-Cola

Será mesmo que a chamada "geração perdida" é a nossa geração ?
Um dia desses eu estava conversando com um amigo meu sobre divórcio (mais especifiamente sobre as consequências do divórcio para os filhos), quando este disse a seguinte frase :
" A geração passada fudeu com a nossa ! "
De primeiro momento eu concordei, mas antes que pudéssemos aprofundar nossa discussão, fomos interrompidos por uma avalanche de outras pessoas .
Entretanto, o assunto ficou pairando por sob meu cérebro, exigindo atenção. Resolvi refletir.
A geração de nossos pais lutou muito para modificar muitas coisas no mundo. Cada um no seu estilo, gritando do seu jeito. E,na maioria das vezes, deu certo ! Esse foi um ponto positivo .
Só que foi também na geração deles que as drogas viraram um tipo de "lema", algo comum, principalmente entre roqueiros e hippies. Foi na geração deles que o sexo começou a ser praticado com maior frequência entre os jovens,mas que, pela falta de informação, fez com que muitos desses adquirissem doenças como a AIDS . Ou seja, tamanha foi a vontade deles de quebrar conceitos ultrapassados e mudar o mundo, que acabaram tornando-se rebeldes e inconsequentes.
Agora vejamos : pessoas assim só têm duas saídas apara o futuro . A primeira é mudar/amadurecer seu ponto de vista e suas ações . A segunda é permanecer assim.
Só que nenhuma das duas parece ter sido muito boa .
No caso da primeira :
- Foram formados adultos que desistiram de gritar pelo que acham correto, são super restritivos/críticos com os filhos, brigam entre si descontroladamente por motivos fúteis/banais e levam tudo às últimas consequências.
No caso da segunda ação :
- São simplesmente adultos irresponsáveis, que veem o mundo com os mesmos olhos de 20 anos atrás, que gostam de vestir-se como os jovens de hoje, se julgam totalmente liberais e apóiam tudo (inclusive as coisas erradas) que os filhos fazem .
Há ainda os "mistos" :
- Adultos que conseguem comportar dentro de si, características dos outros 2 citados acima .
Agora vem a pergunta : Se fomos/somos educados por uma grande maioria de pessoas assim, como poderíamos não ser parecidos/piores do que eles quando tinham a nossa idade ?
Tudo bem, quando nossos pais tornaram-se inconsequentes ainda assim tinham um ideal, ao contrário da maioria de nós hoje em dia, mas isso não justifica NADA ! Somos apenas reflexo da educação que recebemos .
Sendo assim, a geração perdida não é a nossa (o que não significa que não podemos mudar e pensar/agir diferente), mas sim a DELES !
Gostaria de deixar bem claro aqui que sim, a geração passada fudeu com a nossa, mas que nem tudo está perdido . Só o que temos que fazer é tomar consciência disso e começar a mudar nossa visão/ação do mundo, de forma mais consequente do que fizeram nossos pais .



Mas há também um outro lado que eu só descobri depois de mostrar o rascunho deste post à minha amiga Nath .
Sabe, nós também temos uma grande/enorme parcela de culpa nisso tudo .
Nos deixamos cegar pelas coisas que os meios de comunicação e a sociedade nos impõem .
Abaixamos a cabeça ao invés de discordar quando estamos certos .
Nos permitimos virar idiotas diante de um mundo que quer que nós sejamos assim, já que dessa forma, somos adolescentes que não questionam, pura e simplesmente consumimos o que nos é imposto, adotamos as modinhas que são lançadas, nos matamos para conseguir o perfil estético "ideal", fazemos de tudo para que as pessoas gostem de nós . E é exatamente aí que nós erramos .
Por mais que os nossos pais falem, alertem, implorem, nós (na grande maioria das vezes) fazemos justamente o contrário do que nos é pedido, afinal ser rebelde é "maneiro pakas", dá status de que você faz só o que quer .
Na boa galera, ACORDA !
Nossos pais são muito culpados sim por muitas e muitas coisas (a maior parte delas eu diria) que acontecem no mundo atual, mas nós também não nos preocupamos em fazer isso ser diferente, em mudar o que eles fizeram ou em mudar o ponto de vista deles sobre as coisas atuais e nem o NOSSO ponto de vista sobre coisas que não mudaram (cujas as quais eles têm razão).
Portanto, acho que infelizmente dessa vez eu não tenho um lado para defender .
Como disse sensatamente a minha amiga Nath "Vou ficar em cima do muro" .
Fico devendo essa a vocês .



Aaah, eu aceito novas opiniões sobre isso também !



Valeu galera, BeijooO*
 

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