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sábado, 24 de abril de 2010

A tal da TPM ...

Definitivamente mulher de TPM é uma merda.

Sim, caros leitores, com o perdão do termo chulo usado logo na primeira linha deste post, mas não há outra palavra que expresse tão bem uma situação tão desastrosa imposta pela Natureza a todas as pessoas do mundo.

Novamente, sim meus caros, TODOS sofrem quando uma mulher está de TPM. É quase uma reação em cadeia. Acho que pode até ser representada por uma equação para facilitar o entendimento daqueles idiotas que insistem em afirmar que a TPM é uma frescura derivada da constante carência feminina.



Vamos relembrar um pouquinho das empolgantes aulas sobre sistema endócrino, as quais eu tenho certeza (ironicamente falando) que meus inteligentes e estudiosos leitores prestaram muita atenção no segundo ano do ensino médio :

Quando a mulher está de TPM, significa simplesmente que os hormônios (enlouquecidos) dela estão correndo por todo seu corpo de forma (super) intensa causando nela as mais diversas (inexplicáveis e absurdas) reações. As mais comuns são : aumento da agressividade e do nível de stress, da carência e da sensibilidade.



Pois bem, aqui vai o relato de sua (nada) humilde escritora sobre sua mais recente TPM (sim, esta realmente merece um post) :


Era para ser mais uma semana tranquila e feliz,até eu constatar no Sábado que estava de TPM. Sim, eu sei reconhece-la e aconselho a todos que não me levem tão a sério se eu estiver sob o efeito dela. Fico completamente maluca. Prestem atenção nos sintomas : muita alegria, muita raiva, muita vontade de chorar, muita carência, muitos surtos de loucura, muita vontade de comer chocolate e muito sono. Tudo isso acontecendo em intervalos de menos de 5 minutos entre cada um (nos meses mais graves, estes sintomas podem se apresentar todos ao mesmo tempo).

Pois bem, no Sábado eu comecei a surtar. Surtar MESMO. Estava muito feliz no msn, quando DO NADA senti vontade de atirar meu monitor pela janela, porque estava morrendo de raiva. Aí começa o efeito “TPM pára-raio” : meu computador travou completamente, o que me fez ficar (MUITO) chateada. Quando consegui que este voltasse ao normal, fiquei triste. Não sei porque mas fiquei igualzinho uma emo na frente do pc. Poucos minutos depois, estava novamente super feliz conversando com todos.
Mas isto não durou muito tempo (não, eu estava de TPM, não ia durar tanto tempo assim). Não sei porque mas sismei que uma pessoa com a qual estava conversando não queria falar comigo. Depois disso, achei que 80% das pessoas com quem conversava não queriam conversar comigo então bloqueei metade dos meus contatos. Mas exatos 30 minutos depois estava eu conversando novamente com todos eles e feliz da vida.
Depois que desliguei o computador, fui (tentar) dormir. Tive uma noite horrível ! “TPM pára-raio” outra vez atacando : meu vizinho (o qual não fala comigo) estava ouvindo música bem alto de madrugada, o que impediu que eu conseguisse dormir. Por outro lado, tive sonhos, no mínimo, estranhos que me faziam acordar a cada uma ou duas horas. Resultado : no dia seguinte eu estava um caco e mais chata ainda.
No decorrer do dia, pensei (doce ilusão) que minha (odiada) TPM já estava de partida, pois melhorei. Maaaaaaaas, foi só entrar no msn e começar a conversar com as pessoas que ela se manifestou novamente. Foi aí que constatei que minha TPM além de pára-raio de problemas é também anti-social. O resultado dessa constatação : fui dormir mais cedo no domingo a fim de descansar e acalmar meus (ensandecidos) hormônios.

Acordei (aparentemente) bem na segunda-feira. Fui à escola, tinha prova para fazer e não sabia nada (quem disse que minha TPM gosta de estudar ?), mas até que fui bem. Passei um dia maravilhoso, se comparado aos dois anteriores, mas ainda estava enjoadinha (tipo criança quando o primeiro dente está nascendo). Na terça, meus hormônios começavam a dar sinais de que haviam se acalmado, pois eu já conseguia socializar com as pessoas e os problemas iam começando a desaparecer.

Maaaaaaaaas, quarta-feira eu constatei que ela só havia tirado um cochilo (espertinha). Tive uma crise de imaturidade/infantilidade, no maior estilo “mãe-eu-quero!” daquelas criancinhas pentelhas e mimadas (sim, eu parecia uma delas). Resultado : briguei com quem eu não queria/deveria, fiquei MUITO triste (por causa disso) e emo novamente (por causa da TPM). Aí a “TPM pára-raio” ataca novamente me trazendo uma onda de desentendimentos com diferentes pessoas, por diferentes (e ridículos) motivos em um curtíssimo espaço de tempo.

Chego em casa e minha mãe olha,super preocupada como ela é (mãe, te amo), e me diz : Filha, o que aconteceu ?

Nessa hora, minha “TPM anti-social” me domina e eu a ignoro.

Meu pai fica boladão e começa a reclamar (acho que meu pai tem algum tipo de distúrbio hormonal também. Os cientistas deveriam estudá-lo para saber se os homens possuem alguma doença parecida com a TPM nas mulheres) de coisas que nada tinham a ver com o assunto.

Bom, tomei um banho com uma água super gelada para me acalmar e fui dormir.

Tive pesadelos a noite inteira e sonhos incrivelmente retardados.

No dia seguinte, fui TENTAR fazer as pazes com quem tinha brigado (a menstruação tinha descido e isso me deu uma certa angustia,porque os dois primeiros dias são os piores para o meu humor. Se eu já estava um saco, imagina como eu ia ficar?), mas isso durou pouco : logo outros problemas apareceram, eu fiquei extremamente irritada, depois triste, depois louca e finalmente, fui para casa e chorei muito.

Sexta-feira (bendita sexta-feira) acordei péssima, mas falando com todos e calmíssima, o que significava que A TPM TINHA PASSADO ! E, dessa vez, tinha mesmo. Aí expliquei meu surto para todos aqueles que sofreram com minhas oscilações, me reconciliei com quem deveria e passei um EXCELENTE final de semana !

Agora, a todos aqueles que convivem comigo, tenho uma notícia a dar :

Conversando com uma amiga da minha mãe, que é médica e está acostumada a me ouvir depois do meu período de TPM, descobri que não devo me espantar se estas “crises” piorarem no decorrer deste ano, porque será para mim um período de muita tensão, stress e pressão, o que contribui para o desequilíbrio hormonal e, consequentemente, para o agravamento da TPM.

Mas acalmem-se. Algumas atitudes (que já comecei a tomar) podem eufemismar os efeitos da TPM e melhorar as minhas oscilações de humor durante esses dias.

E, às minhas amigas de CEFET/HM vale o mesmo : terceiro ano vai acabar conosco meninas, portanto, a chance de vocês surtarem durante os meses de 2010 que ainda nos restam também é ENORME ! (risos)

Para os meninos, somente um conselho : fiquem bem longe nesses dias !




 

BeijooO queridos !



domingo, 7 de março de 2010

Noite de chuva ...




Chove muito lá fora.
Ouço o barulho da chuva batendo na janela e, mais ao fundo, as gotas incessantes a molhar o chão. É uma tempestade daquelas ...

No meu quarto, somente eu, minha caneta, uma folha e uma vela, já que estou sem luz elétrica. Confesso que, especificamente hoje, estar sem meu computador me incomoda, mas a situação não é de todo ruim, afinal, ganhei um tempo (só meu) para pensar.

Percebo contudo, que não consigo fixar meu pensamento, como faço quando reflito. Apenas consigo ter devaneios. Alguns bons, outros que não gostaria de ter relembrado. Porém, dentre todos estes, um me chama a atenção. Não é exatamente um devaneio, pois nunca aconteceu, mas expressa uma vontade a qual eu gostaria muito que estivesse sendo atendida agora.

Estou sentada no banco de um ônibus olhando para o lado de fora. Também chove muito, mas, ao contrário de agora, faz frio. O vidro está um tanto embaçado, então passo a manga do casaco para tentar voltar a enxergar o exterior do veiculo. Pelo reflexo, vejo alguém a meu lado, sorrindo. Me viro e nossos olhares se cruzam. Por um instante, me perco numa dimensão aparentemente desconhecida de significados, mas logo sou puxada de volta pela mesma. Retribuo o sorriso e, dando continuidade a nossa silenciosa conversa, aconchego-me em seus braços e viro-me novamente para a janela. 

Neste momento, volto à realidade. Há somente uma ou duas pessoas com as quais este "devaneio" seria possível, mas prefiro que elas não saibam. Estragaria a magia e a paz que, no momento, me envolvem e das quais necessito para não me entediar diante da escuridão do meu quarto.

Minhas pálpebras começam a pesar sobre meus olhos, não vejo mais nitidamente a folha e minha mão já não consegue ser firme com a caneta que segura. Acho que já é hora de dormir e sonhar. Afinal, ainda chove muito lá fora .



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Que seja eterno enquanto dure

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de avisar : esse post é sobre um medo que frequentemente inunda meus pensamentos. Mas não é um medo comum. É algo que mexe com meus sentimentos e me deixa completamente arrasada .


Eu tenho medo do  fim . Tenho medo do fechamento do ciclo que, com certeza, é/será o mais importante da minha vida : a adolescência .
A adolescência costuma apavorar todo mundo. Primeiro vem aquela incômoda puberdade. Depois, aquelas paixões que nos fazem ir do êxtase ao mais puro sofrimento num intervalo de tempo inacreditavelmente curto. Aí, começam as pressões para que você decida o que irá fazer no futuro (engraçada essa sociedade. Dizem que somos uns preguiçosos irresponsáveis sem encéfalo, mas impõem as decisões mais importantes das nossas vidas justamente nesse período ! Aah, deixa, isso é assunto de outro post). Mas eu não considero esses os vilões .
Sabe, entre os meus amigos eu sempre fui a mais nova e a que conseguia me adaptar às situações mais facilmente porque me preparava para elas.
Contudo, eu nunca me preparo para me adaptar ao fim.
Até a 7° série, o último dia de aula nunca tinha sido problema para mim. Mas na 8° foi diferente : eu ia sair da escola, deixar todos os meus amigos de anos para poder entrar em um colégio cuja carga horária é integral. Eu sabia que me afastaria muito deles. Meu coração doeu demais naquele dia (e dói até hoje, de saudades e ciúmes de quem pode tê-los todos os dias por perto).
Entrei no meu novo colégio totalmente ciente de que aqueles seriam os últimos 3 anos de escola.
No início do 1° ano achei que seria forte o suficiente para aguentar quando chegasse ao 3°. Mas no final do ano quando vi (e realmente me dei conta) de que meus veteranos estavam indo embora, fiquei muito triste e passei a pensar em como seria na minha vez ...
Chorei quando assisti High School Musical 3 (foi a única vez em que chorei vendo um filme desse tipo). Me coloquei no lugar das personagens e me vi ali com todos os meus amigos, de beca, lindos, cheios de sonhos e planos diferentes para suas vidas. Todos partindo ... Ficando somente as lembranças e a sensação de que poderíamos ter aproveitado mais, curtido mais ...
Esse é exatamente o meu medo : o fim dessa rotina com todas essas pessoas que eu tanto amo, das brincadeiras e situações inusitadas. Medo da saudade ficar muito grande por causa da distância. Medo de perder o contato com todo mundo. Medo da sensação de que acabou, de que o tempo não vai voltar atrás e eu nunca mais serei adolescente. Medo de ter feito tudo errado. Medo de começar um novo ciclo onde as verdadeiras amizades são mais escassas e as pessoas são menos divertidas e mais sorrateiras. Medo de ter tantos problemas e não conseguir resolvê-los. Medo, simplesmente, de crescer e me tornar uma mulher frustrada. Medo de não ser feliz !


Infelizmente eu não sou capaz de finalizar esse post (eu já estou lacrimejando, droga!). Talvez ele não mereça mesmo um fim. Talvez seja melhor que não haja um ponto final, pelo menos não aqui. Que seja simplesmente mais um desabafo sem importância/bobo cujo fim sua rélis autora não teve coragem para escrever |
 

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