quinta-feira, 7 de julho de 2011

Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 9 : Como se fosse a primeira vez

Parecia mais uma tarde comum. Um dos sorrisos mais importantes dela estava pondo mais um ano de vida em sua conta. Dia perfeito para ver um filme onde todas aquelas risadas que ela tanto gostava estariam juntas.

A Dele também.

O escuro da sala era o cenário perfeito para o Amor começar a agir naquele trapo rígido que ainda insistiam em chamar de coração. A terra estava pronta, a semente devidamente fincada, mas ainda era preciso algo para fazer aquela rosa brotar. 

Ele virou-se para ela e sussurrou. Talvez tenha sido a coisa mais bonita e sincera que já havia sido dedicada a ela. Era o pedido de um coração tão chagado quanto o dela, para que não permitisse que o que já havia entre eles não se transformasse em mais uma ferida aberta em seu peito.

Mas a frase que a fez perder o fôlego e ganhar o dia inteiro, foi a que ele sussurrou por último, ao pé do ouvido :

- Estou apaixonado por você.

Ela pediu que ele se calasse. Tinha muito medo de acreditar, apesar de querer continuar a ouvir o que ele tinha a dizer.

Decidiu por impulso e beijou-o.

A lágrima reprimida por ela naquele momento foi a primeira água a regar a bela rosa que começava a germinar no jardim do Amor.

Continua ...

Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 8 : Batalha Final

O Amor, outrora derrotado pela Paixão já não podia mais ser conivente com os castigos que o coração dela vinha sofrendo. Precisava agir.

Tomou coragem para enfrentar a Paixão. Ela era realmente inebriante, a fumaça do seu cigarro de canela era quente, mas não incômoda. Seu olhar era fixo e sedutor, sempre traiçoeiro.

Lá se foi o Amor, com seus chinelos e bermudão, uma camisa lisa e um sorriso nervoso na face. Ele era simples, mas não surrado como muitos ousavam pensar. Era bonito também, sem ser sedutor, era apenas cativante.

Entrou no bar, o cheiro forte do conhaque o incomodou num primeiro momento e a fumaça dos cigarros formava uma névoa sob o lugar. Ele a avistou num balcão, sentada, mas seu cigarro estava apagado e o copo vazio, além disso, não olhava nenhum dos relacionamentos que regia. A Paixão aguardava a chegada do Amor ansiosamente.

Parou diante dela. Ela o observou por um tempo e depois fez sinal para que se sentasse à sua frente. 

Nenhum dos dois falou nada. A Paixão sabia que, desta vez, o Amor venceria e não quis relutar.

Segurou o Amor pelas mãos e abriu-as sobre as suas. Nelas, colocou as cinzas de todas as fogueiras que acendeu naquela menina. Depois de deixar escorrer por entre seus dedos todo aquele pó, ela disse :

- Agora ela está pronta. Não é mais a menina ingênua de quando a conheci e seu coração não tem mais condições de me abrigar. Ela está oca e cheia de cicatrizes. É toda sua.
E foi embora.

O Amor sorriu e saiu do bar. Entrou em casa e foi direto para o jardim. Fez das cinzas que a Paixão lhe deu de adubo. Havia uma nova flor para plantar.

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Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 7 : Um coração frio pode voltar a arder

O amanhã foi generoso com ela.

Apesar de não querer pensar nas consequências dos atos cometidos na noite anterior, ela sabia que agora teria que se policiar. Afinal, já estava cansada dos problemas gerados por manter relacionamentos públicos e não queria que eles se repetissem. Principalmente porque a relação que se tornara pública era com Ele.

E os dias foram passando, aquela angústia que tanto a perseguia foi ficando num cantinho à parte e, pela primeira vez depois de muito tempo, ela estava tranquila. Saboreava cada momento, não só com ele, mas também em qualquer lugar que estivesse.

Ele se revelava aos poucos e a surpreendia .

A cada novo dia, ela abria mais seus olhos para Ele e os fechava para os demais.

Mas será que desta vez a Paixão daria descanso àquele, já tão açoitado, coração ?

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Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 6 : Carpe Diem

Belíssima. Esse era o adjetivo que a definia naquela noite.

Estava ela ainda dentro do carro quando o avistou.
Precisou de alguns segundos para se recompor depois de constatar o quanto ele também estava lindo. 

Talvez fosse a única certeza daquela noite para ela : ela o teria só para si, mesmo que só por alguns instantes.

E mal ela e os demais apostadores da noite começaram a fazer uso de suas linguagens corporais, já distanciou-se para desfrutar dele num canto mais discreto.

Ele a fez tão bem que ela não teve a menor pressa em cumprir com o planejado para a noite. 
Foi esquecer quem era, beber como quem queria ser e dançar como quem nunca foi.

Tanta necessidade de fugir era mui fácil de se entender : ela já havia se perdido de tanto esbarrar com inúmeras pessoas, sem se importar com nenhuma delas. Talvez nem ela mesma fosse capaz de perceber isso, só o que ansiava era preencher aquele espaço vazio dentro de si.

E ele voltou, sorrindo como um menino mas um olhar que era o reflexo do que o olhar dela pedia. 

Daí em diante, a frase que definiu a noite foi :

Que se danem as apostas, as pessoas que aqui estão e todo o resto, porque só o que interessa agora é você. Amanhã a gente vê o que faz.

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Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 5 : Medo de se queimar

Ela o queria novamente. Mas precisava ser o mais discreta possível.

Neste caso, a discrição significava segredo.
Escolheu seus cúmplices e começaram os encontros e escapadas com ele.

Era divertido, mas no fundo ela morria de medo. O que estaria por vir ?

Uma festa. Aliás, para ela e seus cúmplices, seria A Festa. Ela andava afastada da noite, seu querido-doze-anos-mais-velho estava procurando-a novamente, querendo algo sério e ela estava por um triz de lhe dispensar. Ou seja, essa festa para ela era algo como "curtir como se não houvesse amanhã". Um carpe diem um tanto distorcido, com direito a apostas altas a respeito de beijos e afins.

Ela já se considerava a vencedora da noite. Iria para aquela festa a fim de enlouquecer a si mesma e esquecer do mundo.

Mas ele também estaria lá e a noite seria muito mais surpreendente do que qualquer um poderia prever. 

Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 4 - Provocando incêndios

Ela sabia provocar. Era o que mais gostava de fazer.

Tomou um banho, arrumou-se um pouco. Hora de dançar.

Nada como a linguagem corporal para fazer o outro entender que está sendo desejado. Ela esperava que isto funcionasse, mas ao que pareceu, não deu certo de imediato. Já era hora de voltar.

Ele mencionou a ideia de não voltar ao lado dela. Bom, se ele não havia compreendido a linguagem corporal dela, a verbal com certeza surtiu efeito. Com um simples e categórico "não", assegurou que ele não lhe escaparia. Ela já estava ficando louca e o desejava de qualquer jeito.

Sob o pretexto de descansar, deitou e se aconchegou no peito dele. Propositalmente, aproximou o máximo que pôde seu nariz do pescoço dele, mas permanecia de olhos fechados por não ter coragem de encará-lo. Pousou uma de suas mãos na nuca dele e o acariciou. Finalmente ele entendeu o que ela queria.

Ele se reclinou sobre ela, segurando-a nos braços. 

E a beijou.

Era tudo o que ela queria naquele momento.
Só naquele momento ?

Ela estava prestes a descobrir que não.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 3 : Pequena Chama

Pela primeira vez desde que o conhecera, ela se sentiu insegura ao dividirem o mesmo lugar. 
Ao mesmo tempo em que queria se aproveitar daquele homem deitado em seu colo, ela desejava que ele a segurasse e a sacudisse para espantar todos os seus pensamentos maliciosos.

Segue o dia ...

E aquela coisa que ela nunca sabia o nome voltou a agir.

Apesar do frio e da água gelada, ela estava na piscina. Quando seus lábios ficaram roxos resolveu sair um pouco e se secar. Mas no instante em que pegou a toalha para se enrolar, ele surgiu. 

Eram dois corpos acostumados à presença um do outro, havia intimidade nos diálogos e nas gargalhadas. Ele era um tanto travesso e pegou-a no colo se jogando na piscina em seguida. 

No momento em que retornaram à superfície, ele ainda a segurava, com o corpo encostado ao dela. Ela estava de costas para ele, completamente arrepiada, talvez pelo contato com ele ou talvez pelo vento frio que os assolava. Mas, olhem a ironia, a parte superior do biquíni dela abrira.

Quando percebeu, ela virou-se rapidamente de frente para ele e pediu para que continuasse a segurando, enquanto ela abotoava o fecho novamente.

Os dois rostos estavam próximos demais, a respiração dela estava alterada e, muito provavelmente, seus batimentos cardíacos também.

Ao sair da piscina, nem ela mesma acreditava na constatação que fez da situação :

- Eu o quero e que se dane todo o resto.

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Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 2 : Faísca

Era uma manhã fria e incomum para o que ela tinha programado. Mas não era ela mulher de desistir das coisas por causa de tempo ruim.

Ela estava rodeada das risadas que mais gostava, quando a dele a chamou.
E trazia consigo uma demonstração tão simples, singela e inesperada de carinho que fez com que ela parasse por um momento para admirar aquele olhar. 

E era terno. Tinha amizade, alegria, era um tanto cúmplice e muito acolhedor.
E se você está imaginando que ela se apegou àquele olhar, acertou.

Quando ela decide que quer um homem, ela o consegue. Disso nós já sabemos. Mas e quando ela não tem certeza se o quer ?

Pois bem, ela não sabia se realmente era certo desejá-lo. Era mesmo o que ela queria ? Valia apena estragar aquela amizade ? Arriscaria perder tudo o que admirou naquele olhar, só por prazer físico ?

O Amor traria as respostas a ela no decorrer daquele dia.


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Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 1 : Um começo Sutil

Ela o repudiava de todas as formas. O humilhou, pisou, ignorou. Para ela, ele não servia.

Mas o Amor é diferente da Paixão e tem dessas coisas ... Surpreende sempre que pode.

Uma tarde que, para ela estava sendo a mais terrível das tardes, só voltou a ser bela depois que ele veio lhe oferecer ajuda.

Num primeiro momento, ela pensou que ele estivesse armando algo em retaliação a tudo o que ela o fizera. Mas quando olhou nos olhos dele, não havia nada além da simples vontade de ajudar.
Ela se apegou àquela mão estendida e, de repente, percebeu que ali poderia se encontrar uma amizade e que ela poderia estar enganado quanto a todos os seus julgamentos.

E estava. O tempo provou isso.

A amizade que ela tinha por ele era enorme. E era recíproco.

O problema é que, primeiro ela o via com desdém porque o repudiava. Depois, ela só o enxergava como amigo. Nunca foi capaz de observá-lo como homem, mesmo ele estando ali a seu lado o tempo todo.

Mas isso não era algo que o Amor não pudesse resolver facilmente.

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Viradas - Parte II : Jogos de Sedução

Capítulo 10 : Hora de olhar para dentro

Ela andava tão descontrolada que olhava para todos os homens ao seu redor em busca de algo que pudesse aproveitar para si.

A experiência queria algo sério, mas ela não. Não com ele. No fim, admitiu que ele era velho demais e que não daria certo se não fosse só um lance.

Buscou nos amigos que nunca imaginou, estragou alguns. 
Mas o vazio perdurava dentro dela. Fazia eco.

Por que será que ela nunca olhava para quem já estava ao seu lado ?


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Viradas - Parte II : Jogos de Sedução

Capítulo 9 : A Vez da Experiência

Depois de um moleque, nada melhor do que um homem mais maduro.

Só um lance, era o que concordavam ser a relação. Talvez a mais louca da vida dela.

Ele era completamente solteiro, doze anos mais velho do que ela, ganhava muito bem, não tinha filhos e gastava tudo como bem entendia. Era um homem completamente livre.

Com ele, ela relembrou como era viver intensamente a noite. Qualquer um com passe livre para todas as boates da cidade ia querer começar o final de semana às quintas-feiras. E era isso que eles faziam.

Muitas noites, inúmeras luzes coloridas, altas doses das bebidas mais exóticas, os melhores DJ's, as festas mais incríveis. A vida social dela andava muito agitada. E seus hormônios também.

Mesmo quando saía com ele, ela podia sentir o prazer de outros corpos, o vulcão de outros braços e a sedução de outras danças. E isso a levava à loucura.

Mas chega um momento em que tudo isso precisa acabar.

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Viradas - Parte II : Jogos de Sedução

Capítulo 8 : Quando meninos pensam que são Homens

Moleque. Ao final de tudo era assim que ela o chamaria.

Ele era legal, a atraía, gostava do que ela gostava, tinha histórias para contar, dava toda a atenção que a carência dela exigia.

Como se tudo isso não bastasse, ele sabia como fazê-la lembrar dele toda noite antes de dormir.

Mas, como ela mesma o classificou, era um garoto, um crianção inconsequente. E isso ela não suportaria jamais. Principalmente se ele fosse conivente com coisas ilícitas.

Ela nunca foi certinha, mas era mulher de princípios. Quando percebeu que alguns bens materiais dele e atitudes não condiziam com a realidade das suas histórias, ela ligou os fatos.

E o odiou por isso.

Mesmo sabendo que ele a usara e que todo o tempo que passaram juntos não significou nada para ele além de só status, ela ficou enojada pela quebra de valores que ele a causou.

No fim de tudo, ela fez o que sentiu vontade :

- Vai para o inferno ! Quando eu quiser um moleque de novo, eu pego um numa turma de 5ª série. É o mesmo que estar com você.

Ela riu disso por dias.
E agora ela queria brincar de mandar.

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Viradas - Parte II : Jogos de Sedução

Capítulo 7 : Voltando a ser ingênua

Ela sempre encarava o Carnaval como a melhor época do ano para relaxar em dezenas de bocas e rir cercada por outras dezenas de braços.

Mas ela estava alimentando um conto de fadas impossível e sonhava acordada enquanto olhava cada um que passava ao seu lado : ninguém era como seu príncipe.

Para ela, os resultados de um Carnaval em que não havia provado ninguém, somados ao seu sonho de verão, não poderiam ser nada menos do que catastróficos. 

Extremamente carente e acreditando que todos os homens do mundo são príncipes, ela se entregou ao primeiro que foi capaz de despertá-la dos seus sonhos.

Só que ele não era um príncipe como seu amor de verão. Era do tipo canalha difícil de identificar para alguém no estado em que ela se encontrava.

Por que a Paixão gostava tanto de brincar com ela usando os caras errados ?

Continua ... 

Viradas - Parte II : Jogos de Sedução

Capítulo 6 : Ócio de Amor é Perigoso

Agora sim ela estava L I V R E !
E era hora de extravasar e caçar.
Nada melhor do que viajar para isso.

Ela estava no paraíso natural mais lindo que já vira antes. E conheceria o homem mais perfeito que já vira na história de sua vida.

Ele era lindo, educado, inteligente, engraçado, desencanado, tratava-a como uma princesa literalmente, era rico, tinha uma família super equilibrada e linda, gostava da maioria das coisas que ela e fazia tudo para vê-la feliz e satisfeita.

Como poderia ela resistir ? 

Ela estava apaixonada, o amor de verão perfeito. Mas tão distante que ela achava ser impossível.
Ele disse que iria até ela. Ela sabia que era verdade e alimentou isso.
Voltou de seu sonho para a vida real se apegando tanto a isso que se permitiu ficar carente.

Mal sinal. Péssimo sinal.

Continua ...

Viradas : Parte II - Jogos de Segução

Capítulo 5 - Desnecessário Fim


Finalmente ela cansou de ser passada para trás. Deu todas as oportunidades possíveis e ele desperdiçou. Ela não precisava mais se submeter a isso. 

Ele ligou, agressivo. Ela atendeu, fria.

- Eu quero falar com você e não ouse não aparecer.
- O que você quer ?
- Você. Você é MINHA.
- Não, não sou. Vou aí te provar isso.

Outra ligação ...

- Oi querido. Vou precisar de você e dos meninos.
- O que houve ?
- Ele. Acho que tá fora de si, me ameaçou. 
- Vamos te esperar, fica calma, tá ?
- Não tô nervosa. Hoje eu acabo de vez com isso.

Ela foi ao local marcado. Seus parceiros a esperavam num canto :
- Se ele encostar em você, acabamos com ele.

Ele a aguardava mais distante :

- Pra quê eles ?
- Acabou. O que você ainda quer conversar ?
- Não acabou porque eu ainda quero. Admite que você não vive sem mim !
- Você é um imbecil ! Vai caçar outra ! Me erra ! 
- Eu não vou te deixar em paz. VEM AQUI !
- Não encosta em mim ! Tá me machucando !
- Não mandei você ir. Cala a boca ! 
- ACABOU ! Eu odeio você ! Tenho NOJO de você ! Me solta, tá me machucando ! 
- Parceiro, larga ela AGORA ! Ela não é mulher de malandro ! 

Eram sete contra um. Ele já desfalecia quando ela pediu que parassem. Era sangue demais, em lugares demais.
Por fim, um último aviso :
- Se você chegar perto dela de novo, a gente termina o serviço.

A paixão resolveu que era hora de um ponto final. As coisas passaram dos limites, tinha perdido a graça.

Continua ...
 

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