quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Um mundo mais simples

Porque, na maior parte das vezes, minha ânsia por melhorias e mudanças está nas pequenas e/ou fantásticas coisas.



Precisamos de você!

"Um país que tem na escola pública o seu maior interesse não vai precisar gastar tanto com policiais e programas pacificadores. Até porque a única paz de verdade é a que brota dos seres humanos, e não um silêncio fardado que dá sumiços na desigualdade, em Amarildos e Engenheiras saindo da balada."

http://aulapracontar.blogspot.com.br/2013/10/precisamos-de-voce.html

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

20 Dicas para resolver seus problemas de verdade | Entenda Os Homens

Vale muito a pena a leitura. Não vai levar nem 15 minutos do seu dia. 

20 Dicas para resolver seus problemas de verdade | Entenda Os Homens: "Abandone a autoilusão de que é menos do que gostaria de ser ou mais do que realmente é."

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta-feira 13

Quando chega uma sexta-feira 13 parece que o mundo inteiro vira um misto de superstição e piadas de terror. 
Pois bem, você já havia parado para pensar no porquê a sexta-feira 13 tem esse rótulo de azar e terror ? 

Nunca havia me perguntado por que a sexta-feira 13 era tão "temida" e comentada por todo mundo. Na verdade, sempre achei que tivesse alguma relação com o filme Sexta-Feira 13 ou com alguma de suas histórias. Hoje, porém, resolvi dar uma pesquisada na internet para saber de onde surgiu o mito.



Como toda boa lenda, não há apenas uma história tida como origem para a superstição. Li uma matéria na Revista Mundo Estranho que cita as duas fontes mais prováveis para o mito. Ambas são da mitologia nórdica. Na primeira, houve um banquete na morada dos deuses, para 12 convidados. O banquete excluiu Loki, deus da discórdia e espírito do mal. Como todo deus do mal que se preze, Loki apareceu mesmo sem ser convidado e causou uma briga que culminou na morte de Balder, entidade de justiça e sabedoria em Valhalla. Por causa disto, convidar 13 pessoas para um banquete tornou-se sinônimo de desgraça e o número 13 ganhou conotação de má sorte. 
Na segunda história de provável origem do mito, Friga, deusa do amor e da beleza, vinga-se da humanidade que deixou o culto aos deuses nórdicos e se converteu ao cristianismo, o qual transformou a personagem numa bruxa que vivia isolada em uma montanha. Sendo assim, Friga passou a reunir-se todas às sextas-feiras com mais 11 bruxas e o próprio Satanás, a fim de conjurar pragas sobre a humanidade. 

Há ainda, em torno da sexta-feira e do número 13 algumas outras histórias que envolvem outras religiões: no cristianismo, durante a Última Ceia havia 13 pessoas à mesa na véspera da crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira; no Antigo Testamento do judaísmo Eva teria dado a maçã à Adão em uma sexta-feira e o dilúvio da Terra teria começado no mesmo dia da semana. 

E você, tem alguma história bizarra de sexta-feira 13 para contar ?



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Um mundo que não reconheço mais


Fico completamente indignada com isso. 
Antes de ser assaltada, confesso que nem prestava muita atenção nessas coisas. Aquela velha história do "nunca vai acontecer comigo". Mas depois do ocorrido, comecei a perceber o quanto eu ficava vulnerável durante o dia. 
Pelos lugares onde passo, e isso inclui também o entorno da UFRJ na Praia Vermelha, quase não há policiamento. Ou melhor, até há uma viatura parada aqui e outra ali mas isso NÃO É O SUFICIENTE (nunca foi). Além do mais, as viaturas ficam nos locais mais movimentados, onde teoricamente, a própria quantidade de pessoas já intimida um pouco um assalto à mão armada, por exemplo. Nos locais um pouco mais ermos ou escuros (o que, convenhamos, há MUITO não apenas na zona sul, mas também na cidade em geral) o policiamento (praticamente) não existe. E é exatamente nesses locais que estamos mais sujeitos a sofrer algum tipo de violência. 
Eu volto da faculdade muitas vezes sozinha, porque moro longe e praticamente ninguém faz o mesmo trajeto do que eu para voltar para casa. É óbvio que sinto medo. Semana passada uma das meninas da minha sala estava no ponto de ônibus (cheio) em frente à faculdade e quase teve seu cordão arrancado por "menores de idade" que passaram por ela e o puxaram. Ela conseguiu segurar, mas por cautela, resolveu tirá-lo do pescoço e guardá-lo em local "seguro". 
Como a pesquisadora diz no texto, não há como saber os motivos exatos de quem rouba, visto que podem ser inúmeros, mas por favor, não me peçam para ter pena desse tipo de gente. Como também é possível ler na matéria, no depoimento da estudante que foi assaltada, os menores de idade RIAM dentro da delegacia porque sabiam que seriam soltos e, em breve, poderiam estar nas ruas novamente praticando o mesmo tipo de delito. Outra coisa que eu também não aceito é justificarem os atos dessas pessoas pelo fato de serem pobres ou moradoras de comunidades. Sobre isso tenho duas considerações a fazer: a primeira é que a maioria dos moradores dessas localidades é gente de bem e sofre tanto quanto nós com a insegurança e violência do dia a dia (não apenas por morarem em comunidades, mas também porque trabalham no "asfalto" e o mesmo risco que corremos eles também correm); a segunda é que a falta de condições financeiras não impede que as pessoas tenham vontade de trabalhar e de estudar, até porque hoje em dia, apesar disso não ser pleno e de estar longe de ser o ideal, há uma facilidade maior em conseguir estudar e se iniciar no mercado de trabalho. Eu estudei em escola pública e convivi com MUITA gente que queria ter um futuro diferente do presente menos favorecido. Caráter é algo que, infelizmente, não se ensina. 
Não quero discutir aqui os MUITOS problemas do sistema, isso é apenas um desabafo de alguém que está cansada de andar na rua olhando para todos os lados e com medo de desconhecidos que cheguem perto demais. Não é porque eu consigo trabalhar para repor o que perdi, que isso significa que eu possa ser roubada. O que eu tenho é fruto de TRABALHO. Não tirei de ninguém, não prejudiquei ninguém. E, se eu tive condições de conseguir, os outros também podem.

Leiam a matéria do jornal O GLOBO sobre o aumento dos assaltos a pedestres na zona sul do Rio de Janeiro aqui



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Uma cinéfila em evolução

Queridos e queridas, é com muita alegria que escrevo aqui hoje. 
Sim, finalmente uma matéria na faculdade que vale a pena. Uma matéria a qual eu irei a todas as aulas com todo o gosto e satisfação possíveis e na qual prestarei atenção integral. 

LINGUAGEM AUDIOVISUAL ! 

Ou, para quem não sabe lhufas do que seria isso: CINEMA (sinônimo de amor)

Estou animadíssima com as aulas, porque o professor é MARA e a matéria em si é incrível. 
Juntar meu hobby favorito com algo que realmente será útil na minha vida é simplesmente a realização do ano. Ao mesmo tempo é uma droga, porque se continuar assim eu vou acabar querendo Audiovisual ao invés de Publicidade, fato me impossibilitaria de cortar a minha grade curricular em muitas matérias.

É tipo aquele lance de trabalhar fazendo o seu hobby, entende ? 

Enfim, conforme eu for aprendendo, dividirei com vocês meus humildes conhecimentos. 

Para começar, a primeira fase do cinema que envolve os Lumiére, Méliè e Thomas Edison. 
O importante ao assistir esses filmes é não percebê-los com o olhar atual, porque se você fizer isso, corre o grande risco de achar tudo uma porcaria. 
O cinema havia acabado de ser inventado. As pessoas não conheciam essa tecnologia, a qualidade das imagens não era tão boa quanto a que nós temos hoje e os temas dos filmes eram completamente diferentes. Eles não estavam preocupados em contar histórias ou ter enredos bem definidos. O que eles queriam, na verdade, era mostrar a nova invenção. 
Basicamente, mostrar qualquer coisa que se mexesse muito era o que interessava as pessoas. Afinal, com as fotografias e quadros elas já estavam acostumadas. 

Uma curiosidade muito interessante diz respeito à exibição dos filmes. Ao contrário do que temos hoje, onde o exibidor passa o filme numa ordem pré-determinada, na época da invenção do cinema os exibidores passavam os filmes na ordem que achavam conveniente, adequando tanto isso quanto a trilha sonora (que era ao vivo) ao tipo de público presente no local. Além de exibir os filmes fora da ordem na qual foram filmados, os exibidores ainda tinham o costume de "rebobinar" os filmes para que as pessoas os vissem de trás para frente, ou então passando e voltando uma mesma cena várias vezes. 

Encontrei na internet uma coletânea de filmes dos irmãos Lumiére bem interessante, que contém quase todos os gêneros de filmes da época. Vale a pena assistir. 

video



A máquina inventada pelos irmãos Lumiére (cinematógrafo) permitia, além de filmar as cenas, projetá-las e fazer cópias das películas. Isso, além de extremamente avançado para a época, possibilitou também (olha aí) a pirataria dos filmes. 
Para combater isso, foi criada a patente dos filmes. Funcionava assim: cada fotograma das películas era registrado e, se alguém copiasse um deles, levava uma multa. Para copiar um filme inteirinho, vocês podem imaginar o quão grande seria a dívida caso o pirateador fosse pego, né ? 
O bom dessas patentes para nós foi a possibilidade de poder ver esses filmes nos dias atuais. As películas ficaram guardadas por causa do registro e, assim, os pesquisadores puderam resgatá-las e restaurá-las. 
Foi o que aconteceu com uma película COLORIDA do filme "Viagem à Lua", de Méliès. 
Ela foi encontrada em um desses arquivos, restaurada e exibida novamente em Cannes. 
Quem assistiu ao maravilhoso "A invenção de Hugo Cabret" se lembrará deste filme, bem como da explicação de como essas películas em preto e branco tornavam-se coloridas. 
Cada fotograma era pintado à mão, de maneira totalmente artesanal. Por isso vocês perceberão a diferença entre as cores durante o filme. 
Se me permitem um comentário totalmente pessoal, acho esse um trabalho lindo e extremamente cuidadoso, já que a película é um material muito sensível e frágil. 
Aqui está o filme para vocês assistirem. A trilha sonora foi feita especialmente para essa reexibição feita em Cannes, a qual comentei mais acima. 





Espero que fiquem tão encantados quanto eu depois de ler este post. 
E espero também conseguir portar mais sobre cinema no decorrer do curso. 
Afinal, não há como não amar a sétima arte.




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Daqui a 20 anos ...


Daqui a vinte anos, espero poder ter como lembrança tudo o que fiz de certo e errado, suas consequências para minha vida e as perdas e ganhos que eu tive. 

Espero poder ter o que contar aos que estiverem dispostos a ouvir uma boa história. Não uma história perfeita, mas uma história real, na qual erros e acertos aconteceram. Onde arrependimentos foram mais recorrentes do que se gostaria de admitir, mas onde se reconhece também que nada poderia ter acontecido de outra forma, porque tudo o que ocorreu trouxe um aprendizado que foi muito bem aproveitado.

E esse aprendizado tornou-se amadurecimento. 

E esse amadurecimento permitiu que eu crescesse e pudesse ajudar outras pessoas a entenderem o que acontece consigo mesmas. Foi esse amadurecimento que  me permitiu aceitar que não há como ter o controle de tudo e que a maioria das coisas que acontecem não dependem de mim, mas sim de um conjunto de fatores que estão fora do meu controle, nos quais a minha influência nada influi e a minha vontade nada importa. 

Apesar de parecer uma perspectiva um tanto quanto pessimista (principalmente para aqueles que, como eu, gostam de poder controlar as situações que lhes interessam), é um fluxo que se faz necessário e que não é necessariamente ruim. 
Imaginem o caos que seria se todos pudessem manipular a vida à sua maneira, todas as situações, pessoas e acontecimentos da forma que bem entendesse ? Todos teriam o controle de tudo e, ao mesmo tempo, o controle de nada porque também seriam controlados. 
No fim, acabaríamos todos tendo uma vida sem graça, do tipo que não sai do lugar e onde nada de extraordinário acontece, porque todos querem, basicamente, as mesmas coisas. 
Talvez os hipsters sobrevivessem. Ou não, porque até eles encontram pessoas que desejam as mesmas coisas que eles mesmos. 

Penso que a vida é complexa demais para que apenas nós tenhamos o controle dela. Acredito em Deus, mas caso você não acredite, pode pôr a responsabilidade no colo do destino, das forças da natureza, no cosmos, nos deuses gregos ou nos orixás. Não importa. Contanto que assuma que não é possível que o universo gire ao redor do seu umbigo. É muito mais denso do que isso. 

Prefiro então, pensar em aproveitar o que me é disponibilizado pela vida da maneira como meus valores acham prudente (ainda que possam parecer imprudentes para os outros.). Quero chegar ao fim e perceber que a minha vida foi gostosa, intensa e que fiz tudo o que poderia ter feito, respeitando a relação de causa-consequência que é inevitável. 
Quero poder me arrepender o menos possível por aquilo que eu não fiz e ter mais lembranças do que tive a coragem de tentar, mesmo que não tenha dado certo. 



 

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