sábado, 26 de maio de 2012

PAINEL DA GREVE: Assembléia geral dos cursos da Reitoria

PAINEL DA GREVE: Assembléia geral dos cursos da Reitoria: Ontem, sexta-feira, às 9h de manhã os alunos da Reitoria lotaram o Salão Azul (maior auditório do edifício) para discutir o movimento de ...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Nada se cria, tudo se transforma

Já lhe disse isso recentemente:


Quando tudo aconteceu entre nós, meu coração estava aos pedaços, jogado por aí. Eu sequer me importava em tentar juntá-lo novamente, porque toda vez que o fazia, ele tornava a rachar. Era um esforço em vão.

Eu não acreditava mais que pudesse consertá-lo e também não achava possível que ele se quebrasse mais. Já eram tantos pedacinhos espalhados que nem eu mesma era capaz de contar.


Sem me dar conta, dei-te uma chance apenas para não quebrar e espalhar ainda mais o que ainda restava de mim. Jamais me fiz de coitada, jamais me queixei de nada, pois já havia assumido para mim mesma minha condição.


Mas você foi generoso. Juntou os fragmentos um a um sem que me desse conta do que você estava fazendo. Foi devagarinho consertando, colando, encaixando, selando novamente tudo o que antes estava espalhado.


E, de repente, viu que eu estava finalmente pronta para te receber.

Eu tive receio. Teria eu ganho um coração novo ?

Não, você apenas me devolveu restaurado o que eu tive um dia.


E eu te acolhi dentro de mim, da mesma forma confortavelmente quente, suave e delicada como você sempre me acolheu.


Nosso Amor sempre existiu. Apenas passou por estágios diferentes.

Sentia algo tão diferente, instável e estranho no início que classifiquei como repugnante.

Depois, passei a sentir um carinho, zelo e confiança por você tão fortes que classifiquei como amizade.

E então, finalmente, dei uma chance a mim mesma de provar que tudo isso sempre foi Amor.


Um Amor que se renova e se fortalece a cada dia. Um Amor que se intensifica e amadurece. Um Amor que sonha a dois. Um Amor que aprende com as alegrias e com as dificuldades.


Um ano e seis meses parecem pouco tempo para mim. Às vezes penso que estamos juntos há muito mais do que isso.

Talvez porque não estejamos presos um ao outro. Estamos ligados.


É essa ligação tão forte e bonita que me faz querer realizar todos os clichês que um dia chamei de tolos e hoje fazem parte dos nossos sonhos. Não sabia o quanto eles faziam sentido até sentir o quanto é gostoso te amar e te ter por perto.


Somos duas crianças grandes. Brincamos, falamos engraçado, implicamos um com o outro, mas também olhamos no olho e falamos sério.

E, todas as vezes que encaro esse olhar, tenho a certeza que ninguém no mundo inteiro será capaz de me fazer feliz como você faz. Você é perfeito para mim.


Obrigada por ter entrado na minha Vida

Obrigada por ter transformado a minha Vida

Obrigada por fazer parte da minha Vida

Obrigada por sonhar comigo uma Vida

Obrigada por querer realizar comigo essa sonhada Vida

Obrigada por SER a minha VIDA.


Eu Te Amo


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segunda-feira, 19 de março de 2012

Juliet

Era uma tarde fria e chuvosa de agosto. 
Juliet caminhava pela rua deserta. 

Estava descalça e sozinha.

Havia saído de casa naquela manhã disposta a fazer daquele o melhor dia de sua vida. Afinal, era com esse propósito que ela se levantava da cama todos os dias. 
Mas a vida tem dessas coisas. Gosta de surpreender. 

Juliet não tinha a vida dos sonhos de uma mulher.Estava solteira e sozinha há muito tempo. Ainda morava com os pais, mas o clima em casa só piorava a cada dia que passava. 
Ela queria muito sair dali. Queria ser livre. Queria poder tomar suas próprias decisões, queria não precisar dar satisfações de coisas tolas. Mas, ainda assim, suportava tudo. Ela ainda não tinha condições de sair em definitivo de casa e também não tinha coragem de deixar seus pais sozinhos.
Eles precisavam muito dela e ela sabia disso.

A mãe de Juliet estava desgastada. Trabalhava em três lugares diferentes, todos eles com o que melhor amiga de Juliet costumava chamar de energias negativas muito pesadas. Juliet não costumava acreditar neste tipo de história. Era meio descrente com relação ao universo, mas nos últimos tempos ela tinha visto e vivenciado tantas situações cientificamente inexplicáveis que estava começando a ponderar a ideia de sua melhor amiga.

O pai de Juliet não tinha mais paciência para suportar algumas atitudes da mãe dela. É bem verdade que a mãe de Juliet andava muito diferente, mas ele também estava. Talvez os três dentro daquela casa estivessem. 

E Juliet estava começando a se preocupar seriamente com isso.

A mãe chegava em casa todos os dias tensa, nervosa, preocupada demais com coisas que ela jamais se importara antes. A comida não tinha mais o mesmo gosto, as emoções estavam à flor da pele, a intolerância predominava na maior parte das vezes. Ela agora só vivia a resmungar pelos cantos, a alegria deu lugar, em sua grande parte, à amargura. 
O pai ainda preservava um pouco mais seu lado amável, mas devido aos constantes conflitos ele havia se tornado alguém ríspido, grosso e extremamente desconfiado.
Juliet não suportava mais tudo aquilo. Chegou a pensar que, talvez, eles sempre tivessem sido assim e só agora ela era capaz de enxergar. Mas, ao se recordar de alguns fatos, ela pôde concluir que isso não era verdade.

Martha, a melhor amiga, tinha ido visitar Juliet em casa no dia anterior. Ao passar pela porta ela se sentiu mal. Juliet foi buscar um copo com água para dar a Martha, mas antes que ela pudesse retornar à sala, a ouviu dizer :

- Ju, isso aqui está pesado demais. Nada aqui está mais em harmonia. Você não está bem, seus pais não estão bem, esta casa não está bem. E, não se iluda, pois quando parecer que tudo finalmente se foi, é apenas de uma pequena parte que estamos falando. 

Martha tinha esses relances vez ou outra. Juliet já havia se acostumado com aquilo. Mas, naquela tarde, enquanto andava pela rua completamente deserta, Juliet começava a ligar os fatos.

Cerca de uma hora e meia depois de sair de casa naquela manhã, Juliet recebeu uma ligação de sua mãe, dizendo que alguém havia falecido repentinamente e, a princípio, sem nenhuma explicação. Martha não gostava da pessoa. Dizia que ela era envolta por algo extremamente escuro e que isso fazia mal a ela. Apesar de não ter absolutamente nada contra a pessoa, Juliet não quis ir ao enterro. Martha não iria e Juliet detestava cemitérios. Para não ter que ir sozinha, ela preferiu prestar suas condolências à família de outra maneira.

Ao chegar ao trabalho, Juliet sentiu um terrível mal estar. A ponto de levantar de sua mesa correndo para ir ao banheiro vomitar. 
Não havia ingerido nada estranho ou diferente naquela manhã e muito menos no dia anterior, que justificasse aquilo. Entretanto, já estava acostumada. Uma das coisas que mudaram em Juliet com o tempo foi a sua saúde. 

Ela passava mal repentinamente, sem explicação e todos os seus exames davam sempre resultados excelentes. Cientificamente ela estava com a saúde perfeita. 
Procurou alguns tratamentos com psicólogos e psiquiatras, pensando ser algo relacionado a sistema nervoso. Mas nada surtiu efeito. 
Ela simplesmente se acostumou.

Mas, naquele momento, as palavras de Martha retornaram à cabeça de Juliet como num megafone. Ela, então, trabalhou somente meio expediente e pediu para sair, alegando não estar em condições físicas de trabalhar. 

Agora ela estava ali, vagando sem rumo, sentindo as pedrinhas do asfalto furarem levemente seus pés e a chuva encharcando-a por inteiro. Por alguma razão ela não sentia frio, mas sabia que precisaria se explicar ao chegar em casa. 

Tudo estava confuso demais. Será que alguém desejava tanto o mal a ela e à sua família a ponto de fazer com que ela ficasse doente e os pais estivessem à beira de um colapso? Será que era realmente possível alguém desejar tanto o mal a uma pessoa a ponto de tudo retornar para si mesmo e causar a sua morte? Será que a frase de Martha no dia anterior se referia àquela morte e ainda, queria dizer que aquela não era a única pessoa com quem Juliet deveria se preocupar? 

Ela saiu da chuva. Pegou um ônibus. Voltou para casa. Encontrou-se completamente sozinha, ninguém havia chegado. Era o momento perfeito. 

Juliet se entregou às suas lágrimas. Não sabia o que fazer. Não queria de forma alguma envolver Martha em tudo aquilo, mas necessitava urgentemente de um alguém para fazer o papel de um anjo. Sentia-se desprotegida, desamparada, perdida, sem forças, sem ânimo e sem motivação alguma para tentar recomeçar. 

Sentiu-se mal novamente. Correu para o banheiro. Queria mais do que tudo que aquilo que expelia fosse o que estava sentindo. Mas não era. 
Tomou um banho e foi se deitar.


Talvez seja apenas um sonho ruim - pensou.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Para Toda Mulher Ler

Os 11 passos de uma mulher antes de superar o fim de um relacionamento :


- Passo um : o grude



Depois que o indivíduo resolve terminar com sua namorada, ela adota um método do tipo "Tudo ou nada" no qual ela corre atrás do infeliz como uma louca, prometendo o mundo e mais um pouco, caso ele aceite reatar com ela.

- Passo dois : aceitação



O indivíduo terá trabalho, mas conseguirá deixar claro à moça que não há volta. Então, a desolada menina põe-se em prantos e entra num estado depressivo, no qual afirma coisas como "nunca mais ficarei com ninguém" ou "meu mundo acabou" etc.

- Passo 3 : a amizade



Na maior parte dos casos, a amizade é apenas um passo. 
Afinal, quantos ex-casais você conhece que hoje em dia são super amigos ? 
A amizade flui muito bem até que um dos lados resolve mostrar que está em outra. E, geralmente, o homem é quem desencana primeiro. 
Neste caso, a mulher SURTA e resolve se impor como se ainda tivesse algo com ele. Ou ainda, entra ainda mais em depressão e resolve deletá-lo de sua vida.

- Passo 4 : gelo



Faz parte de todo fim de relacionamento uma exclusão temporária (ou não) de todas as redes sociais, telefones e qualquer outra forma de contato com o ex. Mesmo assim, a maior parte das mulheres ainda pergunta às amigas o que seu ex anda fazendo.

- Passo 5 : pegando outro




Um bom sinal de que a mulher começa a desencanar é quando ela resolve sair com outros caras. O problema é que mulher tem a péssima mania de comparar tudo. Então, eis que a moça entra numa fase de "meu ex era assim e o Joãozinho não é" etc 

- Passo 6 : FFFFFFUUUUUU, ele está namorando




O que mais dói em uma mulher quando ela termina um relacionamento, não é a separação. É a nova namorada que o cara arruma.

Mulher é um bicho muito esquisito. Se o cara começa a namorar uma garota mais bonita, a ex se sente inferior e entra em depressão. Se o cara começa a namorar uma garota mais feia, ela fica indignada e fica se perguntando o que há de errado nela, em seguida entra em depressão.
E o meio termo não existe, afinal, estamos falando de mulheres. 

- Passo 7 : falar mal da atual




O sétimo passo é tipicamente feminino. A ex necessita encontrar defeitos na atual para se sentir bem. E precisa saber se a atual é mais querida entre os amigos e a família do que ela era. Então, começa a puxar assunto com as pessoas para saber a quantas anda o relacionamento do ex e qual a opinião dos outros sobre a atual.

- Passo 8 : falar mal do ex




O oitavo passo é onde fica sacramentado aquele ditado "ex é igual a roupa velha. Você olha em foto e não acredita como foi capaz de usar aquilo" . A partir deste momento, a mulher se sente forte novamente e certa de que a melhor coisa que poderia ter acontecido foi ele ter terminado tudo. Agora sim ela será feliz.

- Passo 9 : se joga 




No nono passo, a mulher vai a todas as festas superproduzida, vestida para matar, causando inveja muitas vezes até no ex que a dispensou. Este é o momento do triunfo : ela é novamente desejada por outros homens e pode dizer ao ex "bem feito, idiota. Olha aqui tudo o que você perdeu. Agora senta e chora."

- Passo 10 : ficar carente




Depois de pegar todos os caras mais lindos do seu ambiente social, a mulher entra praticamente numa crise existencial em que pensa " por que diabos ninguém quer nada sério comigo ? ". Neste momento ela fica extremamente melancólica e vulnerável, nem se lembra mais do ex e a única coisa que quer é não ter que ir dormir sozinha todas as noites.

- Passo 11 : cair na lábia




E, para sacramentar de uma vez por todas a "morte" de seu ex, ela, super carente e deprimida, cai na lábia de mais um safado na vida, que diz que a ama acima de todas as coisas e que irão casar e ser felizes para sempre.

Se você teve a sorte (como eu) de mudar o passo 11, PARABÉNS ! Agora é só marcar a data do casamento, porque artigos como os nossos estão praticamente em extinção.  



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Viradas - Parte III : Um Dia o Coração Descansa

Capítulo 16 : Final (?)


Em algum momento o Amor precisaria deixá-los caminhar com as suas próprias pernas e fazer suas próprias escolhas. 

Mas qual seria esse momento ?

O Amor estava receoso. Não sabia ao certo se realmente podia confiar tamanha responsabilidade a eles. Ela havia sofrido demais, por tempo demais. Ele havia se entregue sempre às pessoas erradas nos momentos errados. Como saber se eles conseguiriam enxergar verdadeiramente um no outro o quanto se amavam ?

Era preciso um teste. Ou vários testes. 

O Amor então chamou primeiro a Paixão. Docemente, ela disse : 

- Não há espaço para mim entre eles. O que você plantou é forte demais para que eu coloque qualquer outro sentimento no meio. Interferir tomaria muito do meu tempo e tenho tido trabalho demais ultimamente. Não me interessa.

Então, era a vez dos pupilos. O Amor plantou algumas sementinhas pequenas e passageiras. Algumas outras fortes e que dariam muito trabalho para serem removidas, mas era preciso.

As sementinhas passageiras foram resolvidas facilmente pelos pupilos. 
O Amor ficou feliz com isso. Pelo menos com pequeninas e chatas situações eles saberiam lidar. 

Restava saber se eles sobreviveriam às sementes que se enraizavam profundamente. 

As primeiras começaram a germinar e aparecer no caminho tão florido que eles já trilhavam. 
Ela teve medo. Na verdade, pavor. 
Não queria perdê-lo, não queria que nada e nem ninguém os atrapalhasse, queria tudo perfeito como num conto de fadas. 
Ele, por sua vez, tinha os pés mais firmes no chão e a mente mais conformada. Disse então para acalmá-la : 

- Minha Linda, não importa o que aconteça, estarei sempre contigo. Você é a mulher que eu escolhi pra estar ao meu lado daqui para frente, todos os dias da minha vida.

Só esta certeza já bastava a ela. Ela sabia que o teria por perto sempre e que se estivesse com ele, arrumariam uma maneira de resolver o que aparecesse. 

E era só desta certeza que o Amor precisava para deixá-los caminharem sozinhos pelo caminho que tão graciosamente havia preparado para eles.

Eles estarão bem, estarão juntos. E mesmo que pensem ter chegado ao fim de tudo, o caminho que preparei tem muitas sementes fortes e bonitas para germinar quando existirem pedras demais pela frente. - pensou, por fim, o Amor.

Fim 



Ou apenas um bonito começo ...


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 15 : Amantes

O Amor ria do espanto dela ao perceber que não é só a Paixão que é capaz de fazer as pessoas perderem o ar. Literalmente.

Sussurrou para ela numa noite, ao pé do ouvido, enquanto ela se perguntava se aquele fogo todo era realmente Amor ou se era Paixão :
- Minha cara, é claro que é Amor. Só porque há tesão, eu não posso estar presente ? Ora, acaso amantes não são sinônimos de excitação e apaixonados sinônimos de meiguice ? Minto ao dizer isto ? Amantes são meus pupilos e você é minha pupila.

Ao ouvir isto, ela fechou os olhos e sorriu ao lembrar daqueles momentos que a faziam perder o ar.

Os olhares eram repletos de desejo, o toque era carinhoso, mas ardente. A troca de sussurros atiçava a imaginação e, ao mesmo tempo, o hálito quente causava arrepios tão constantes que pareciam não cessar.

As carícias percorriam cada centímetro de ambos os corpos e a faziam esquecer como se respira. E o calor que o atrito entre eles causava os fazia transpirar.

O prazer que subia aos poucos pelos dois era intenso, as cenas sempre se davam às escondidas porque eram íntimas demais para serem vistas por outros. Sequer deveriam ser imaginadas por outros que não fossem os enamorados.

Inclusive por mim.

Ela fechou os olhos e me negou a visão completa. Não tenho como dizer o que acontecia depois que ela perdia o ar e o olhava nos olhos de um jeito que só ele sabia interpretar.

Continua ...  

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Viradas - Parte III : Um dia o coração descansa

Capítulo 14 : Segundas Intenções 

O jeito dele de acalmá-la era, ao mesmo tempo, sutil e quente.

Ele conhecia cada um dos pontos fracos dela e, frequentemente, os atacava.
Ela, por sua vez, não sabia se adorava aquilo ou se detestava. O que ele fazia causava nela uma total perda de auto controle, e ela não gostava de perdê-lo. Por outro lado, a sensação de ter cada pêlo do seu corpo arrepiado e do calor subindo perigosamente por dentro de si eram inebriantes e deliciosos. 

Por vezes, ela se encontrava pensando :
- Como é que ele consegue fazer isso ? E como ele é tão romântico e quente ao mesmo tempo ?!

Talvez ela nunca descobrisse a resposta. Só o que tinha certeza era de que não conseguia resistir a ele.

Continua ...
 

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