terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sobre folhas de bananeira em geral

Numa aula de redação recente (sim, eu assisto aulas de redação) a professora sugeriu impôs um tema para que fizéssemos uma dissertação : a liberação da maconha .
A princípio eu era contra. Não avaliei muitos aspectos, somente os que tornariam a liberação um tiro na cabeça da sociedade.
Na semana seguinte, o mesmo tema surgiu durante uma reunião do movimento estudantil. Dessa vez eu resolvi ouvir ao invés de expor meu ponto de vista.
Era uma opinião contrária à minha, mas que abrangia aspectos mais profundos, sobre os quais eu ainda não havia refletido. Resultado -> fiquei imparcial .
Sim, no momento estou imparcial. Deixem-me explicar :
- As drogas são a base/alicerce de todo o crime organizado. É o que sustenta toda a criminalidade. Sendo assim, se legalisássemos as drogas, elas poderiam ser vendidas em qualquer lugar, ou até plantadas (no caso da maconha) pelos usuários. O tráfico, com isso, perderia força .
- Em contrapartida, todos nós sabemos que as drogas têm um alto poder de viciar as pessoas. Ao legalizar seu uso, muito mais pessoas teriam acesso e, consequentemente, tornariam-se viciadas. Seria preciso então, um sistema de saúde preparado para receber e tratar esses doente, mas nós não temos isso .
Assim como a maconha, por exemplo, o álcool e o tabaco também são drogas. A diferença é que são legalizadas, mas também causam além da dependência, doenças .
Para que possa se legalizar as drogas, é preciso criar clínicas públicas para a reabilitação dos dependentes, além de políticas de prevenção do uso (o que eu considero contraditório, porque você legaliza mas diz que não se deve fazer) .
Ainda não sei o que pensar sobre esse assunto. 
Acho que pode-se dizer que sou contra e a favor no momento, mas preciso refletir mais seriamente sobre a situação .
Por enquanto, ficamos como estamos .
Hasta la Vista ! 


 

O Sentimento nos trouxe de volta

A cada dia que passa mais aumenta a minha certeza de que não há outro time no mundo que eu pudesse amar sem ser o Vasco .
Há outros post's nesse blog sobre o meu tão amado time (tenho consciência de que, para alguns, isso pode ser chato), mas há algumas semanas eu definitivamente me dei conta do quanto ele é importante para mim .
Quando caímos para a série B, chorei desesperadamente (parecia até que alguém havia falecido). Fiquei muito triste, mas jamais deixei de apoiar o meu time e de dizer que sou vascaína .
Durante todo o ano de 2009 gritei, cantei e ajudei a empurrar meu time. Mas no sábado (07/11) quando entrei no Maracanã, senti algo diferente. Tudo ficou mais lento, mais bonito. Era como se eu entrasse numa outra realidade, outra dimensão. Na hora do apito final, a certeza : nós voltamos. O pesadelo finalmente acabou ! O Clube de Regatas Vasco da Gama , perante a festa feita por uma torcida espetacular, voltou à série A do Campeonato Brasileiro.
Mas ainda faltava o título. Precisávamos voltar como campeões, mostrando força total .
Então, sexta-feira (13/11) a missão do Vasco era vencer e conquistar o título.
Não pude ir ao jogo (droga!), mas assisti na praça perto da minha casa (com direito a telão, torcida organizadae, é calro, gente sacaneando). Quando acabou o jogo eu só queria gritar, chorar. Parecia que o meu peito ia explodir. Minha alegria não cabia dentro de mim !
Nesse momento entendi o verdadeiro significado da expressão "Amor à camisa". É inexplicável (dããããã, é amor ! Lógico que é inexplicável) ! Me faz bem, me ajuda a extravasar, prende a minha atenção, me faz perder o fôlego, perder a voz, me deixa em estado de êxtase (não estou exagerando, é exatamente assim que me sinto). Percebi que o que eu realmente sinto vai muito além do que eu imaginava e que se o Vasco não existisse faltaria um pedaço de mim, ficaria um vazio que não sei se poderia ser preenchido .
Enfim galera, respeito a opinião e o time dos outros (portanto exijo que respeitem o meu), mas, na boa, não há NADA nem NINGUÉM que consiga me fazer crer que o Vasco da Gama é menos que Amor Incondicional na minha vida !

Sou Vasco da Gama, tantas vezes campeão !


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Puro e Veneno

Estava na semana passada olhando o blog do meu amigo Marcelo, quando li um post que ele fez sobre o que todos temos dentro de nós .
Era (resumidamente) mais ou menos assim : quando somos crianças, olhamos no espelho e vemos apenas uma pessoa. Aí nós crescemos e passamos a ver, no mesmo espelho, duas pessoas diferentes .
As palavras dele me deixaram um tanto inspirada (visitem o blog dele depois e leiam o post. O link está ali em cima). Depois de comentar o post, refleti sobre o que ele disse .
Quando somos crianças, presume-se que nossa inocência é muito grande. Não temos muita maldade, portanto, o que vemos no espelho é o nosso "eu bom", a parte de nós que cha graça nas pequenas coisas, que vê em todos os lugares a beleza da vida .
Mas nós vamos crescendo, adquirindo maldade, perdendo parte daquela infantil inocência e , com ela, um pouco de fé e esperança. Olhamos no espelho e vemos além do "eu bom" um "eu mundano". Este último não é de todo ruim. É apenas o reflexo do que nos é vendido e do que somos forçados a ver no dia a dia, mas apesar disso, essa parte de nós também expande nossos horizontes e, então, conseguimos enxergar sempre os dois lados da história.
O que eu fiquei me perguntando era se nós devemos olhar só parte da imagem no espelho, ignorando completamente a outra.
Também na semana passada fui assistir ao filme "Besouro" (aliás, muito bom. Indico a todos). Uma frase do filme respondeu ao meu questonamento :
Não há bem sem o mal, assim como não há vida sem a morte .
Se olharmos apenas um lado, ficamos desequilibrados. Podemos escolher um lado para seguir, mas devemos mantê-los juntos dentro de nós .
Eu olho para o espelho e não consigo separar as duas imagens. Acho que isso é bom. O lado "mundano" é, às vezes, muito pessimista e vê sempre a malícia. Já o lado "bom" é muito inocente, acha algo positivo em tudo e isso (além de ser irritante) é ruim, pois não permite uma visão completa do mundo .
Creio então, por fim, que só podemos separar as imagens quando nosso estado de espírito está bem definido.
Hoje, a imagem que vejo refletida à minha frente é única.
Qual será a figura que contemplarei neste mesmo espelho amanhã ?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cefetianos em Potencial

Era uma tarde (não tão bela quanto nos contos de fadas) de sexta-feira .
Havia um certo clima tenso o ar por conta da situação violenta ocorrida no dia anterior. Por isso, Helox resolveu não ir à escola .
Ao contrário de Helox, seus amigos foram ao colégio (a maioria por não ter o que fazer). Na hora do intevalo, Tchelly (a amiga grandona de Helox) liga para ela :

- Tchelly : Oi amiga !
- Helox : Oi !
- Tchelly : E aí, o que você está fazendo ?
- Helox : Nada, tô um tanto entediada !
(algum tempo depois)
- Helox : A Vivi tá aí ?
- Tchelly : Sim. Vou passar para ela .
- Vivi : Tudo bem Helô ?
- Helox : Tudo sim .
(mais algum tempo de conversa)
- Helox : Tem gente pakas aí perto, hem ...
- Vivi : É ... Todo mundo matando aula ...
- Helox : Põe no viva-voz aí. Quero falar uma parada contigo e com a Tchelly .
(celular no viva-voz)
- Tchelly : Pode falar Helô !
- Helox : Amanhã é dia de ver vários morenos lindos e maravilhosos no maracanã !
(muitas risadas ao fundo e gritos)
- Tchelly : (rindo pakas) Podes crer Helô !

Bom, agora chegamos a uma parte da conversa em que muitas pessoas falam ao mesmo tempo, portanto, vários nomes irão aparecer ...

- Helox : Quantas pessoas têm aí ?!
- Tchelly : Aaah, uma porrada !
- Diego : Quê isso hem, Helô ! Vai passar mal amanhã no maraca ?
- Érica (ao fundo numa conversa paralela) : (...)Eu sou pura e casta !
(risos estrondosos)
- Helox : Cuidado hem, gente ! Ela faz as coisas e não se lembra no dia seguinte . (mais risadas)
- Marcelo : Helô, Helô . Por que você não veio hoje ?
- Helox : Deu no jornal que ia ter operação no Jacaré de novo .
- Érica : Mentira ! Ela tá é com o moreno !
(gritos e risos)
- Jardel : Heloisa ...
- Helox : A culpa é do Jefferson !
- Jefferson : Quê ?
- Helox : 'Pruft' (risos)
(conversas paralelas ao fundo)
- Jessica : Valeu Érica pura e casta. Valeu Helô sagaz !
- Helox : Calúnia !
(risos e berros)
- Marcelo : Açashdhazsierh
- Helox : Não entendi porra nenhuma !
- Marcelo : Tem muita gente falando !
- Helox : (grito) Barata !
- Vivi : Aonde ?
- Helox : Aqui ! Como é que eu mato ela ?
- Tchelly : Pisa !
- Helox : (grito apavorado) Ela voa ! Já sei, inseticida !
(pegando o inseticida)
- Helox : Como é que eu mato isso ?
- Diego : Gira a tampa e aperta !
- Helox : Vou acabar jogando na minha própria cara !
(guardando o inseticida)
-Helox : Já sei ! Vou jogar o chinelo nela !
- Tchelly : Já tinha dito isso !
- Helox : (jogando o chinelo)Acertei ! Mas ela ainda tá viva e o meu lindo chinelo verde tá todo sujo de gosma de barata !
(risos enlouquecidos ao fundo)
- Marcelo : Joga o outro
- Helox : Mas vai sujar !
- Tchelly : Joga logo, porra !
- Helox : (jogando o outro chinelo) Acertei ! Mas ela ainda não morreu e agora eu estou descalça !
- Diego : Pega o inseticida !
- Helox : Tá ... (abrindo a despensa) Caraca ! Tinha baygon e eu não vi ! O.O
- Todos : Ai Helô ...
- Helox : (tchiiiiiiiii) Pronto, agora ela morreu !
- Marcelo : Você tem que fazer um post sobre isso ! Agora a gente vai assistir aula ! Beijo .
- Alguém : Helôôôô !!!!!!!!!!!!!!!!!
- Helox : Eeeeeeeeeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuu !!!!!!!!!!!!!!!!
- Alguém : Sabe quem é ?
- Helox : Jéh ? Não, não ... Yaya !
- Yasmin : Aaah,pensei que não ia saber ...
- Helox : Yaya, pega o Guará !
(risos)
(mais alguns momentos de conversa)
- Tchelly : Amiga, vou desligar porque senão o crédito acaba ...
- Helox : Beijo, amo você !
- Tchelly : Beijo !
- Helox : Tchauu meniiinaaaas !
- Jéh, Roberta, Yasmin : Tchauu Helô !

E assim termina a conversa mais sem sentido por telefone que eu já tive na minha vida !
Galera, eu definitivamente AMO VOCÊS !


E ,por favor,da próxima vez tentem não me ensurdecer !  

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mundo "NÊM" - Amanda Oliveira


Numa terça-feira, acordei às 5 da manhã. Essa terça-feira era sucessora de um feriado nacional, especificamente, 7 de setembro. Datas sheets, DDR’s, tabelas verdades formavam a nuvem de tédio que pairava sobre a sala de aula. E numa “conversinha escondida” com a Helo, surgiu em minha mente desenvolver um artigo comentando sobre o “mundo NÊM” na sua concepção.



Nosso cotidiano pode ser corrido, mas impossível não percebermos o aroma de Kolene juntamente aos ares diversos da cidade. Ninguém merece os jargões utilizados por essa “nova tribo”, digamos assim... Noutro dia, estava no caixa de um supermercado com meu irmão e não tinha mais sacolas para embalar as compras, me virei para a moça e perguntei: “Você poderia me dar mais sacos plásticos?” e na reação da minha ação veio o temido jargão “Toma o saco aqui, nem!” Não sabia pra onde correr ou fazer sabe-se lá o que, mas quis ser gentil e disse apenas “Obrigada!”
Outros jargões muito utilizados são: “Colega”, “Arrasa, nem!”, “E ai, belezão?”, não tem mais nada desagradável do que isso.



Tudo bem que devemos respeitar as diferenças, mas não tem como conviver com essa “nova tribo” por muito tempo, os brilhos, purpurinas, shortinhos curtos, o famoso Kolene, os decotes, os saltos tipo pirulito, nada mais são que o figurino mais brega existente no século XXI.


Não sou do tipo Hitler e nem quero causar um holocausto, mas se você leu este artigo e se encaixou no perfil descrito, é sempre bom rever as atitudes, não acha?
 

©2009 BambaLoucos | by TNB