domingo, 25 de outubro de 2009

" Pelo meu Vascão, meu único amor (...)"

Agora, um post mais tranquilo do que o anterior ...
Sim, vou falar do MEU VASCÃO !

Bom, ontem eu fui ao jogo Vasco x Bahia, no Maracanã ...
Ingresso na mão, tudo pronto, quando de repente, antes de sair de casa :

Eu : Mãe, não estou me sentindo muito bem ...
Mãe : O que foi filha ?
Eu : Sei lá, tô enjoada, e acho que estou com um pequeno distúrbio gástrico .
Mãe : Se você não melhorar vai ter que ficar em casa, filha .

Foi o que bastou . Como minha mãe, ela deveria sber que eu estava MUITO a fim de ir ao jogo e que uma declaração dessa não ajudaria em nada minha recuperação. Pelo contrário, só pioraria as coisas, já que, quando eu fico nervosa, costumo passar muito mal .
Fiquei ainda mais nervosa . Ela tentou me acalmar e dizer que era besteira. Me deu um monte de remédios, e mais um monte deles para eu colocar na minha bolsa ( que agora mais parecia uma mala de viagem) e disse :

- Pronto filha, vai passar. Agora termina de se arrumar e vai .

Melhorei. Não sei se pela declaração mais reconfortante ou se pelos muitos remédios, mas melhorei .
Bom, agora eu estava saindo de casa, indo para o metrô . A Jéssica (minha amiga) me ligou dizendo que estava neste e eu me preparei para quando chegasse .
Entrei no vagão :

Eu: (surpresa pela presença da Yasmin qu já havia dito que não poderia ir) Oi !
Elas: Oi Helô !


Bom, a Yasmin ainda não havia comprado o ingresso e já eram duas horas e alguns minutos ...
Quando descemos na estação, já estava uma festa. A torcida desceu cantando (lindo) e nós nos dirigimos à bilheteria. Bom, elas, porque eu comecei a passar mal de novo e fiquei longe daquela aglomeração toda .
Subi a rampa do maraca para esperá-las. Tirei foto com o mascotinho (lindo também) e logo depois elas chegaram .
Resolvemos ir para a arquibancada verde, onde fica a Força Jovem .
Nos localizamos bem ao lado de onde a bateria desta subiria para assitir ao jogo .

Quando a bateria subiu, foi uma verdadeira festa : as bandeiras subiram também, todos estavam cantando, batendo palmas e tudo o mais . Só que a quantidade de pessoas também aumentou e muito ! Na minha frente formou-se 1 fila a mais de torcedores para assistir ao jogo, forçando-me a ficar de pé na paradinha verde (não é cadeira o nome).
O jogo começou, todos cantando, aquela marola no ar, alguém lançando absorventes em cima de nós (fechados, é bom lembrar), meus pés começando a protestar pelo tempo que já estava de pé, quando, de repente : GOOOOOOOOOOL.  Fagner foi o pai da criança ... Lindo, gritei muito (até o menino que estava na minha frente olhou para mim com uma cara meio assutada).
Terminado o primeiro tempo eu procurei sentar (nossa, meus pés realmente doíam). Estava com sede, mas só quando começou o segundo tempo meu pai conseguiu comprar para nós água .
Eu estava muito cansada, queria realmente ficar sentada, mas sentada o vento não batia em mim, a marola era mais forte e eu não via o jogo. A contragosto dos meus pés, levantei ...
Depois de um tempinho : GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLL de novo. Élton, dessa vez, lindo, lindo ...
O Bahia até tentou e fez um golzinho de honra, mas foi só .
Hora de ir para casa .
Esperamos um pouquinho o tumulto e fomos, mas não adiantou muito : logo veio uma família da torcida organizada cantando e arrastando todo mundo, causando a maior confusão .
Até a saída do maracanã foi assim, várias famílias das torcidas passando e carregando tudo e todos consigo.
Depois foi fácil : chegamos no metrô, voltamos para a estácio para virmos sentados e voltamos para casa .

Quando cheguei em casa só o que queria era banho e cama, mas comi ainda e passei remédio nas minhas pernas, porque senão não conseguiria dormir (estavam doendo muito ! Nossa !) .

Bom, esse foi o meu dia ontem .
Uma festa lindíssima da torcida vascaína. Não quebramos o recorde de público, mas eu não ligo. Considero ainda meu os 79.000 e poucos que conseguimos no Vasco x Ipatinga. Afinal, foi jogo de uma torcida só, com o preço normal dos ingressos e uma festa muito linda .

Enfim, já mencionei que ADORO SER VASCAÍNA ?

Minha "Cidade Maravilhosa"

Demorei (por conta de não ter entrado na internet nos últimos dias), mas cá estou a escrever sobre algo que me deixou indignada essa semana : a violência no Rio de Janeiro .

Para aqueles que não sabem, eu estudo numa "área de risco". Meu colégio fica perto da comunidade do Jacarezinho, a qual foi alvo de operações nos últimos dias .
Tudo começou, como todos já devem saber,por causa da queda de um helicóptero, abatido por bandidos no morro dos macacos no último sábado .
A partir daí, policiais juraram "vingança" e, para isso, precisam pegar o tal de FB (o bandido que deu a ordem de invasão ao morro dos macacos e causou todo esse caos).
Você deve estar pensando : o que o morro dos macacos tem a ver com o Jacarezinho ?
Bom, de acordo com a polícia, o jacarezinho era uma das comunidades que deram apoio à invasão ao morro dos macacos .
Daí, na última quinta, a polícia resolveu dar uma procurada pelo FB lá no Jacarezinho . Uma mega operação para pegar o tal carinha : helicópteros, carros e mais carros de polícia, enfim, tudo o quem direito .
O problema meus caros, é que essa operação não foi feita na calada da noite, quando a maioria das pessoas já está na segurança de suas casas, a maioria do comécio já fechou e não há crianças nas ruas . Essa operação ocorreu por volta de 3:00 da tarde . Várias crianças na escola, nas ruas brincando, pessoas transitando, trabalhando e eu no meu colégio estudando .
Fiquei morrendo de medo, não é segredo p/ninguém . Queria ir embora a todo o custo, antes que começassem os tiros e tudo o mais. Mas não deixaram e aí a troca de tiros começou . Um barulho assustador, sabia ?
Algum tempo depois (o qual eu não sei precisar, já que acabei adormecendo na sala do Grêmio, devido ao meu nervosismo)as coisas se acalmaram e o meu colégio deu ordem para que todos fossem para suas casas ...
Já na sexta-feira, eu decidi não ir à escola, pois ouvi algo na tv sobre novas operações naquela área . O que eu não poderia imaginar é que a Vila Cruzeiro acabaria se transformando numa praça de guerra, literalmente. 
Pessoas gravemente feriadas, mortas, tiros, a população tendo que correr, se abrigar. Tudo isso em plena luz do dia .

Agora eu pergunto : Não é mais seguro fazer esse tipo de operações à noite, quando a maioria das pessoas já estão em suas casas ?
Não seria mais conveniente para todos que o número de balas perdidas atingisse menos pessoas inocentes ?
Por que fazer esse tipo de operação num período do dia em que muitos podem se ferir ?
Sei lá, eu não entendo nada de estratégia policial, mas francamente, acho uma irresponsabilidade fazer esse tipo de coisa num horário em que tantas pessoas estão na rua, resolvendo coisas sobre suas vidas, levando/trazendo os filhos da escola, trabalhando, estudando ...

Bom, o fato é que eu não aguento mais ter que ver todos os noticiários possíveis antes de ir para a escola com medo do que pode estar acontecendo sem que eu saiba. Não suporto mais o medo de ser atingida por uma bala perdida e menos ainda, ver a quantidade de pessoas que morrem nessas guerras estúpidas que vemos na tv .

Rio 2016 ? Gostei muito das olimíadas serem aqui, mas acho que antes de "embelezarmos" a cidade para os jogos devemos nos preocupar com a segurança da população .  

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Oração a mim mesmo - Oswaldo Begiato


Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.

Falar menos. Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática, as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim ,e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis;
aqueles que morrem e ressuscitam


a cada novo fruto,


a cada nova flor,


a cada novo calor,


a cada nova geada,


a cada novo dia.


Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.


Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.


Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).


Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.


Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me e recriando-me a cada instante.


Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam
minhas dúvidas.


Que eu saiba perder meus caminhos mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.


Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).


Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.


Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.


Amém.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pegue o Pombo

Bem, o fato que eu irei contar-lhes agora aconteceu há algumas semanas em minha escola .





Estava eu dentro da sala do Grêmio, confortavelmente sentada, conversando com minha amiga Nath. Estávamos cercadas por um mar de cadeiras e os meninos conversavam animadamente  do lado de fora da sala .
De repente, gritos (não histéricos, mas gritos) dos meninos que estavam do lado de fora. Todos eles olhavam para o chão. Eu não podia ver o que era, pois estava atrás de uma mesa, mas minha amiga que estava do lado oposto ao meu pôde ver com muita clareza. E adivinhem : ela também gritou (agora sim gritos histéricos). Só aí pude ver o motivo de tanto escândalo : um pombo louco entrou na sala e voava de um lado a outro batendo nas paredes, no teto, nas lâmpadas .
A Nath conseguiu sair da sala, mas empurrou várias cadeiras para passar e bloqueou completamente o meu caminho. Depois de gritar muito por ajuda, vi que isso só assustava ainda mais o nosso "convidado". 2 segundos de silêncio bastaram para que ele pousasse em um cantinho da sala (depois de defecar no chão). Era a minha chance de sair.
Infelizmente, algum idiota (que não irei citar o nome) jogou algo no pequeno animal, agitando-o novamente. Desta vez, adotei uma postura mais agressiva e pulei várias cadeiras à minha frente (com um outro infeliz tentando atiçar o pombo novamente)e cheguei à porta. Dois idiotas tentavam obstruir minha passagem, mas logo que pus meus dentes para fora (sim, as pessoas temem os meus dentes) eles desistiram e eu finalmente saí.

Agora a missão era retirar o pombo da sala. Quem seria o herói do dia ? Eu respondo : Ele, Raphael Vicarone (vulgo Raphinha), corajosamente pegou o pombo e o retirou da sala do Grêmio .
E assim o dia foi salvo (não graças às meninas super poderosas) graças ao meu amigo, Raphinha !



sábado, 17 de outubro de 2009

É por isso que o Brasil não vai para frente !

Vem cá, fala a verdade : eu tenho cara de alienada ?
Não é possível ! Se eu não soubesse da verdade (não me contentando só com o superficial como a maioria das pessoas fazem) eu diria que a futilidade da sociedade têm sufocado a capacidade de raciocínio das pessoas. Presta atenção no que aconteceu :

Estava eu dentro do metrô, sentada, com uma revista política nas mãos (sim, eu tenho cultura) absorta em minha leitura quando, de repente, entraram 5 garotos e se dirigiram para onde eu estava (um pequeno detalhe : eles berravam ao invés de conversarem como pessoas normais. Eu franzi o nariz na hora, como sempre.) De repente, um deles (até então eu não havia notado, mas ele era LINDO!) resolveu iniciar um diálogo comigo :

Ele :(abaixando o tom de voz) Oi, tudo bem ?
Eu : Oi .
Ele : Meu nome é Lucas. Posso saber o seu ? (estendendo a mão)
Eu : Heloisa. (retribuí o aperto de mãos)
Ele : Muito prazer, Heloisa. Lendo livros de adolescente, é ?
Eu : Não, é um artigo político que achei interessante. (eu estava com uma revista nas mãos e ele perguntou se eu estava lendo um livro ?!)
Ele : Argh ! Política ? O que uma menina linda como você faz lendo sobre algo tão chato ?
Eu : Enriquecendo o meu cérebro, formando a minha opinião sobre o que está acontecendo e tentando não desperdiçar o meu tempo com comentários idiotas ! (ele estava começando a me irritar!)
Ele : Por que você não ocupa seu tempo com coisas mais interessantes como beijar na boca, por exemplo ?
Eu : Faço isso também, mas não é o fundamental para mim (eu estava bastante intelectual nesse dia, até me surpreendi!)
Ele : Se ficasse comigo ia perceber o quanto eu sou mais interessante do que esse livro aí ! (é revista!)
Eu : Gosto de pessoas que conseguem desenvolver a capacidade de pensar e raciocinar. Só rostinho bonito não garante nada a ninguém .
Ele : Você está me chamando de INGNORANTE ?
Eu : (segurando muito o riso e a vontade de socar aquele infeliz) Não, de jeito nenhum. Você só não faz o meu tipo !
Ele : Aah tá. Sabe, você é  mItidinha, mas é gata e eu gostei. Quando quiser largar o Fernando Henrique Cardoso aí por coisa melhor, é só chamar ! (pessoas assim preferem tocos clichês)
Eu : Tá legal. (ele disse Fernando Henrique Cardoso ? Não seria o Lula, nosso presidente, que estava na foto?)
Ele : Tchau ! (saindo)
Eu : Tchau (Amém!)

Agora me diz : não é a primeira vez que alguém com esse nível cultural aparece para abrilhantar o meu dia. Eu tenho cara mesmo de fútil e alienada ? Estou começando a ficar preocupada !
Vou buscar um danoninho para me acalmar .
Aah, e por favor, me digam se eu realmente tenho cara disso, tá ?

BeijooO*, até mais !

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Que seja eterno enquanto dure

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de avisar : esse post é sobre um medo que frequentemente inunda meus pensamentos. Mas não é um medo comum. É algo que mexe com meus sentimentos e me deixa completamente arrasada .


Eu tenho medo do  fim . Tenho medo do fechamento do ciclo que, com certeza, é/será o mais importante da minha vida : a adolescência .
A adolescência costuma apavorar todo mundo. Primeiro vem aquela incômoda puberdade. Depois, aquelas paixões que nos fazem ir do êxtase ao mais puro sofrimento num intervalo de tempo inacreditavelmente curto. Aí, começam as pressões para que você decida o que irá fazer no futuro (engraçada essa sociedade. Dizem que somos uns preguiçosos irresponsáveis sem encéfalo, mas impõem as decisões mais importantes das nossas vidas justamente nesse período ! Aah, deixa, isso é assunto de outro post). Mas eu não considero esses os vilões .
Sabe, entre os meus amigos eu sempre fui a mais nova e a que conseguia me adaptar às situações mais facilmente porque me preparava para elas.
Contudo, eu nunca me preparo para me adaptar ao fim.
Até a 7° série, o último dia de aula nunca tinha sido problema para mim. Mas na 8° foi diferente : eu ia sair da escola, deixar todos os meus amigos de anos para poder entrar em um colégio cuja carga horária é integral. Eu sabia que me afastaria muito deles. Meu coração doeu demais naquele dia (e dói até hoje, de saudades e ciúmes de quem pode tê-los todos os dias por perto).
Entrei no meu novo colégio totalmente ciente de que aqueles seriam os últimos 3 anos de escola.
No início do 1° ano achei que seria forte o suficiente para aguentar quando chegasse ao 3°. Mas no final do ano quando vi (e realmente me dei conta) de que meus veteranos estavam indo embora, fiquei muito triste e passei a pensar em como seria na minha vez ...
Chorei quando assisti High School Musical 3 (foi a única vez em que chorei vendo um filme desse tipo). Me coloquei no lugar das personagens e me vi ali com todos os meus amigos, de beca, lindos, cheios de sonhos e planos diferentes para suas vidas. Todos partindo ... Ficando somente as lembranças e a sensação de que poderíamos ter aproveitado mais, curtido mais ...
Esse é exatamente o meu medo : o fim dessa rotina com todas essas pessoas que eu tanto amo, das brincadeiras e situações inusitadas. Medo da saudade ficar muito grande por causa da distância. Medo de perder o contato com todo mundo. Medo da sensação de que acabou, de que o tempo não vai voltar atrás e eu nunca mais serei adolescente. Medo de ter feito tudo errado. Medo de começar um novo ciclo onde as verdadeiras amizades são mais escassas e as pessoas são menos divertidas e mais sorrateiras. Medo de ter tantos problemas e não conseguir resolvê-los. Medo, simplesmente, de crescer e me tornar uma mulher frustrada. Medo de não ser feliz !


Infelizmente eu não sou capaz de finalizar esse post (eu já estou lacrimejando, droga!). Talvez ele não mereça mesmo um fim. Talvez seja melhor que não haja um ponto final, pelo menos não aqui. Que seja simplesmente mais um desabafo sem importância/bobo cujo fim sua rélis autora não teve coragem para escrever |

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Geração Coca-Cola

Será mesmo que a chamada "geração perdida" é a nossa geração ?
Um dia desses eu estava conversando com um amigo meu sobre divórcio (mais especifiamente sobre as consequências do divórcio para os filhos), quando este disse a seguinte frase :
" A geração passada fudeu com a nossa ! "
De primeiro momento eu concordei, mas antes que pudéssemos aprofundar nossa discussão, fomos interrompidos por uma avalanche de outras pessoas .
Entretanto, o assunto ficou pairando por sob meu cérebro, exigindo atenção. Resolvi refletir.
A geração de nossos pais lutou muito para modificar muitas coisas no mundo. Cada um no seu estilo, gritando do seu jeito. E,na maioria das vezes, deu certo ! Esse foi um ponto positivo .
Só que foi também na geração deles que as drogas viraram um tipo de "lema", algo comum, principalmente entre roqueiros e hippies. Foi na geração deles que o sexo começou a ser praticado com maior frequência entre os jovens,mas que, pela falta de informação, fez com que muitos desses adquirissem doenças como a AIDS . Ou seja, tamanha foi a vontade deles de quebrar conceitos ultrapassados e mudar o mundo, que acabaram tornando-se rebeldes e inconsequentes.
Agora vejamos : pessoas assim só têm duas saídas apara o futuro . A primeira é mudar/amadurecer seu ponto de vista e suas ações . A segunda é permanecer assim.
Só que nenhuma das duas parece ter sido muito boa .
No caso da primeira :
- Foram formados adultos que desistiram de gritar pelo que acham correto, são super restritivos/críticos com os filhos, brigam entre si descontroladamente por motivos fúteis/banais e levam tudo às últimas consequências.
No caso da segunda ação :
- São simplesmente adultos irresponsáveis, que veem o mundo com os mesmos olhos de 20 anos atrás, que gostam de vestir-se como os jovens de hoje, se julgam totalmente liberais e apóiam tudo (inclusive as coisas erradas) que os filhos fazem .
Há ainda os "mistos" :
- Adultos que conseguem comportar dentro de si, características dos outros 2 citados acima .
Agora vem a pergunta : Se fomos/somos educados por uma grande maioria de pessoas assim, como poderíamos não ser parecidos/piores do que eles quando tinham a nossa idade ?
Tudo bem, quando nossos pais tornaram-se inconsequentes ainda assim tinham um ideal, ao contrário da maioria de nós hoje em dia, mas isso não justifica NADA ! Somos apenas reflexo da educação que recebemos .
Sendo assim, a geração perdida não é a nossa (o que não significa que não podemos mudar e pensar/agir diferente), mas sim a DELES !
Gostaria de deixar bem claro aqui que sim, a geração passada fudeu com a nossa, mas que nem tudo está perdido . Só o que temos que fazer é tomar consciência disso e começar a mudar nossa visão/ação do mundo, de forma mais consequente do que fizeram nossos pais .



Mas há também um outro lado que eu só descobri depois de mostrar o rascunho deste post à minha amiga Nath .
Sabe, nós também temos uma grande/enorme parcela de culpa nisso tudo .
Nos deixamos cegar pelas coisas que os meios de comunicação e a sociedade nos impõem .
Abaixamos a cabeça ao invés de discordar quando estamos certos .
Nos permitimos virar idiotas diante de um mundo que quer que nós sejamos assim, já que dessa forma, somos adolescentes que não questionam, pura e simplesmente consumimos o que nos é imposto, adotamos as modinhas que são lançadas, nos matamos para conseguir o perfil estético "ideal", fazemos de tudo para que as pessoas gostem de nós . E é exatamente aí que nós erramos .
Por mais que os nossos pais falem, alertem, implorem, nós (na grande maioria das vezes) fazemos justamente o contrário do que nos é pedido, afinal ser rebelde é "maneiro pakas", dá status de que você faz só o que quer .
Na boa galera, ACORDA !
Nossos pais são muito culpados sim por muitas e muitas coisas (a maior parte delas eu diria) que acontecem no mundo atual, mas nós também não nos preocupamos em fazer isso ser diferente, em mudar o que eles fizeram ou em mudar o ponto de vista deles sobre as coisas atuais e nem o NOSSO ponto de vista sobre coisas que não mudaram (cujas as quais eles têm razão).
Portanto, acho que infelizmente dessa vez eu não tenho um lado para defender .
Como disse sensatamente a minha amiga Nath "Vou ficar em cima do muro" .
Fico devendo essa a vocês .



Aaah, eu aceito novas opiniões sobre isso também !



Valeu galera, BeijooO*
 

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