quarta-feira, 20 de abril de 2011

Viradas Parte I : Ilusão

Capítulo 7 : Armas de um Cafajeste 


Era uma belíssima tarde, aliás era a tarde perfeita. Teoricamente.

Ela estava muito feliz porque estava com ele. Ele, por sua vez, estava muito feliz porque havia outra. E, naquela belíssima tarde, ela descobriu por conta própria que ele a enganava novamente.
Ela andava pelas ruas do Rio de Janeiro, sozinha, quando o viu alegremente caminhando de mãos dadas com a tal. Sua unica reação foi atravessar a rua e pegar um ônibus para voltar à casa.
Pela primeira vez, ele ligou e ela não atendeu.

Um mês, dois meses, três meses ...


Trim Trim Trim

- Alô ?
- Oi minha princesa, antes que você desligue, queria te dizer que terminei e sou seu. nunca quis tanto alguém como te quero de volta. Me perdoa ?
- Não.
- Tô na sua porta e vou ficar aqui até que você venha falar comigo.
- Mofe aí fora !
- Sua mãe tá subindo a rua, acho que ela vai gostar de me ver aqui.

Tu Tu Tu

Passos mui rápidos até o portão e uma chave girando na fechadura. Uma rápida olhada para os lados e uma constatação : não havia mãe alguma, era uma armadilha.
Ele ria como um moleque que acaba de ser pego em sua traquinagem. Pegou a chave da mão dela, puxou-a para fora, bateu o portão. Segurou-a nos ombros. Hora de dar uma volta.

- Não vou !
- Já está indo, meu bem. Não seja má.
- Eu sou a má ?! Suponho então que você seja a vítima disso tudo ?
- E não sou ? Me diz onde foi que você escondeu todos os meus outros pensamentos e a graça da minha vida e eu juro que te deixo em paz.
- Idiota ! Você é uma peste na minha vida ! 
- Meu unico problema é te amar demais.
- Poupe-me das suas frases de efeito. Você não sabe o que é amar.
- Sei sim e posso te provar.

Ele, ela, uma parede. Um giro, um olhar, uma aproximação e toda aquela loucura de volta. O beijo que sempre a fazia se esquecer de tudo.

Ela era dele e ele sabia.

Continua ...

Viradas Parte I : Ilusão

Capítulo 6 - Cegueira

Ela cansou de esperar por ele. Não o esqueceu, apenas cansou de esperar.

Foi procurar em novos braços o que os braços dele causavam ao seu corpo. Não o encontrou, mas se divertiu. Lembrou-se de como era bom ser livre, de como era bom não amar ninguém por muito tempo, de como era bom ter eternos amores de uma só noite. 
E estava muito bem, até descobrir que foi usada por ele.

Ele tinha alguém, ela não sabia. Era tão tola quanto a titular. Descobriu da boca de fulano e, aquela coisa que ela nunca sabia o nome, fez com que ele a ligasse naquela mesma tarde.

Chovia absurdamente e fazia muito frio. mal ela pisou atordoada em casa, o telefone tocou. Ela atendeu, foi firme. Até o momento em que ele afirmou ter deixado a outra para ficar com Ela. E ela acreditou.
Depois disso, eles se encontraram novamente e, como num passe de mágica, tudo o que ele havia feito de errado ela perdoou instantaneamente sem que ele precisasse pedir desculpas.

Algo a alertava que a malandragem e malícia dele não eram somente para ela. Mas, a cada vez que ela pensava nisso, a paixão sorria para ela e a inebriava novamente.
Mal ela sabia, estava prestes a levar uma rasteira.



Continua ...
 

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