domingo, 28 de março de 2010

Um gênio

O que falar de Renato Russo ?
O gênio, que hoje completaria 50 anos, e que influenciou várias gerações.

Muito inteligente, observador. Criticava a sociedade e, ao mesmo tempo, falava de amor.
Sinceramente, não sei como definir Renato Russo.
Só sei que, Pais e filhos marcou a minha vida.
Que Eduardo e Mônica me fez rir e refletir várias vezes.
Que sempre me pegava/pego tentando cantar por inteiro Faroeste Caboclo .
Todas as vezes que eu penso nos comandantes do meu país, lembro de Que País é esse.
E quando o assunto é genialidade (sim, insisto no termo) musical, não vem à minha mente outro nome senão RENATO RUSSO.

Ninguém é perfeito. Podem dizer o que quiserem dele (tudo bem, escolheu caminhos errados na vida pessoal) mas não podem NUNCA negar que ele é ídolo e ícone de várias gerações.

Morreu cedo, mas nos deixou a sua música, as suas letras. Para serem interpretadas de muitas formas e cantadas por muitas gerações ainda.



Vai ser difícil sem você


Porque você está comigo o tempo todo

E quando eu vejo o mar,

Existe algo que diz,

Que a vida continua

E se entregar é uma bobagem







Já que você não está aqui,

O que posso fazer é cuidar de mim

Quero ser feliz ao menos

Lembra que o plano era ficarmos bem?

E, mais uma vez, eis que ele e sua música marcam minha vida.

sábado, 27 de março de 2010

Alienados e futuros tapados submissos

Antes de mais nada, eu gostaria de avisar que este post explicita um lado de minha personalidade que talvez ainda não tenha ficado claro aqui .





O brasileiro tem fama de muitas coisas pelo mundo, inclusive de ser um povo que briga pelo que realmente deseja.
Convenhamos meu caros leitores, esta fama que temos é puramente resquício do passado (como meu querido professor de História disse). Já faz algum tempo que a maioria do povo brasileiro parou de gritar.

Para aqueles que não concordam com este discurso, vamos aos fatos.

Há algum tempo (não muito) enfrentamos o "Escândalo do Mensalão!", o qual terminou, como adoramos dizer, em pizza. Eu pergunto : quantos foram às ruas pressionar o governo para que tomasse alguma atitude ?
Ainda mais recente é o escândalo do governo de Brasília. Até que neste a participação popular (vulgo estudantil) foi maior e surtiu efeito.

Em contrapartida aos fatos anteriormente citados, é incrível o alto índice de participação popular quando, por exemplo, o Rio de Janeiro é candidato a ser sede de algum evento esportivo. Mesmo que não haja show ou festa, todo mundo vai às ruas, faz campanha, se mobiliza. O dia vira até ponto facultativo !

Quarta-feira retrasada, o governador do Rio de Janeiro convocou todos os cariocas a irem à passeata do petróleo (principalmente os funcionários públicos). Para que se alcansasse uma quantidade de pessoas grande, o governador promoveu um show. Mas se engana quem pensa que o show foi de alguma banda conhecida por apoiar causas políticas ou fazer músicas de protesto. Gente, por favor, sem nenhum tipo de preconceito, mas show dos "Havaianos" numa passeata política NÃO DÁ ! É como se dissessem : "Eu te chamei para vir, mas você não vai cantar músicas contra mim nem vai protestar além da conta. Ouça a sua música empobrecida culturalmente e me deixe contabilizar o peso desta manifestação na decisão do Congresso."

A geração que nos comanda atualmente, lutou muito, principalmente durante a ditadura militar. O problema é que não passaram a seus filhos a vontade de mudar e lutar. Simplesmente acocoraram-se  e deixaram-se cegar pelos diversos fatores que nos envolvem a todo instante.

O mais revoltante engraçado de tudo é que o brasileiro admira tanto o "gringo", tenta imitá-lo de diversas maneiras a todo instante, mas é incapaz de (re)aprender com eles a sair às ruas e protestar quando algo está errado.

Este ano temos eleições. É incrível como a maioria das pessoas só consegue lembrar-se da Copa do Mundo que acontecerá na África do Sul.

Eu optei por fazer meu título de eleitor este ano, quando completo 16 anos. Por que eu fiz isso ? Por que, na minha concepção, um voto pode não significar nada, mas eu estarei convicta de que fiz meu papel em tentar auxiliar/melhorar meu país. Não deixarei que decidam por mim (não mais).

No mais, eu espero, sinceramente, que este humilde e revoltado post tenha conscientizado você de alguma coisa. Afinal, para aqueles que não estão atentos, somos induzidos o tempo inteiro a permanecermos no conformismo e a não enxergarmos/entendermos a realidade .






PS.: Deixo bem claro que gosto muito de funk, mas, como tudo na vida, há hora e lugar para isso e uma passeata não era um local adequado para tal.
Também sou louca por futebol e conto os dias para a Copa, mas como cidadã, não posso me esquecer das eleições, como a maioria das pessoas andam fazendo.

Acessem : http://gremiohm.wordpress.com/2010/03/24/horacio-macedo-o-colegio-mais-animado-do-rio/
E vejam o quanto podemos quando nos unimos !

quinta-feira, 18 de março de 2010

Assine pelo rio

Assine pelo Rio



Sérgio Cabral lança daqui a pouco no ato contra a tunga dos royalties do petróleo o movimento "Assine pelo Rio".







A intenção é conseguir pelo menos 500 mil assinaturas de apoio à luta contra a Emenda Ibsen. O abaixo-assinado vai coletar assinaturas nas ruas durante o ato e depois pelo site www.assinepelorio.com.br. A ideia é sensibilizar os senadores a excluir do projeto dos royalties a emenda que retira R$ 7 bi por ano do estado.





Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2010/03/17/assine-pelo-rio-275374.asp

quarta-feira, 17 de março de 2010

Viva La Vida !

Nossa epopéia de hoje começa na Estação de Metrô da Pavuna. Me recordo de ter chegado à mesma e encontrado, no máximo, 15 pessoas, as quais esperavam (assim como eu passaria a fazer) pelo restante dos indivíduos que se dirigiriam ao mesmo local que nós.
De repente, me deparo com uma pequena multidão saindo do metrô, alegre, falante e indo juntar-se ao aglomerado ao qual eu fazia parte. Depois da chegada destes, literalmente perdi a conta de quantos passamos a ser.

Enfim ...

Saímos da estação rumo à Rodoviária da Pavuna. Depois de pararmos o trânsito com nossa pequena multidão (a expressão das pessoas ao passarmos era TUDO!rs), eis que chegamos ao ponto do ônibus. Creio eu que tal ônibus nunca partiu de seu ponto final tão cheio quanto naquele Sábado.

Depois de descermos do veículo, (que ficou incrivelmente vazio), pude notar que não fazia a menor ideia de onde estava naquele momento. Sem preconceitos, mas São João de Meriti é MUITO LONGE !

Para completar, subimos uma ladeira (ótima, para não dizer ao contrário) debaixo de um sol escaldante (ah sim, esqueci de mencionar, estava um calor desgraçado). Chegamos à casa (eba!). Um espeço legal, todo mundo morrendo de calor e sede (acabamos com o refrigerante em 15 minutos). Somente algum tempo depois, chega o aniversariante (Guilherme, Guilherme!) e o batidão começa.

Dancinhas a parte (puxa e seduz!rs) e bebedeiras também (afinal, nesses casos, cachaça só é demais no fim da festa) observei por um momento cada um dos meus amigos.

Percebi que sem a "prisão" imposta pelo uniforme e pelo colégio, todos nós eles mostram o que realmente são e do que realmente gostam. Longe de qualquer tipo de discriminação ou crítica (tudo bem, dependendo do que você fizer comentários posteriores poderão surgir, mas isso não é assunto deste post).
Por que será que, no meio de nossos amigos, somos tão NÓS MESMOS ?

Fica tudo tão simples, tão suave. Qualquer coisa é motivo de risada e, no fim, todo mundo se entende por mais que ninguém esteja entendendo nada. Me lembro agora das palavras do Shock :

A melhor coisa, para mim, é isso aqui. Todos os meus amigos e a minha família juntos. Não tem nada melhor.
Eu concordo. Por mais simples que possa parecer um churras num Sábado de calor infernal à tarde, ver todos os seus amigos juntos, se divertindo e saindo um pouco da rotina simplesmente não tem preço. Pelo menos para mim, possui um significado único e traz uma alegria/satisfação sem precedentes.

Acho que estou um pouco emotiva (talvez até saudosa) hoje. O que eu queria mesmo que ficasse registrado aqui é que às vezes somos mais felizes nas pequenas e simples coisas (como eu fiquei feliz no Sábado) do que em algo grandioso e aparentemente fenomenal.

-> Mando um salve para a galera do H.M. que protagonizou a melhor mini micareta do Rio de Janeiro no Sábado. Adoro vocês !




Até mais meu povo !

domingo, 7 de março de 2010

Noite de chuva ...




Chove muito lá fora.
Ouço o barulho da chuva batendo na janela e, mais ao fundo, as gotas incessantes a molhar o chão. É uma tempestade daquelas ...

No meu quarto, somente eu, minha caneta, uma folha e uma vela, já que estou sem luz elétrica. Confesso que, especificamente hoje, estar sem meu computador me incomoda, mas a situação não é de todo ruim, afinal, ganhei um tempo (só meu) para pensar.

Percebo contudo, que não consigo fixar meu pensamento, como faço quando reflito. Apenas consigo ter devaneios. Alguns bons, outros que não gostaria de ter relembrado. Porém, dentre todos estes, um me chama a atenção. Não é exatamente um devaneio, pois nunca aconteceu, mas expressa uma vontade a qual eu gostaria muito que estivesse sendo atendida agora.

Estou sentada no banco de um ônibus olhando para o lado de fora. Também chove muito, mas, ao contrário de agora, faz frio. O vidro está um tanto embaçado, então passo a manga do casaco para tentar voltar a enxergar o exterior do veiculo. Pelo reflexo, vejo alguém a meu lado, sorrindo. Me viro e nossos olhares se cruzam. Por um instante, me perco numa dimensão aparentemente desconhecida de significados, mas logo sou puxada de volta pela mesma. Retribuo o sorriso e, dando continuidade a nossa silenciosa conversa, aconchego-me em seus braços e viro-me novamente para a janela. 

Neste momento, volto à realidade. Há somente uma ou duas pessoas com as quais este "devaneio" seria possível, mas prefiro que elas não saibam. Estragaria a magia e a paz que, no momento, me envolvem e das quais necessito para não me entediar diante da escuridão do meu quarto.

Minhas pálpebras começam a pesar sobre meus olhos, não vejo mais nitidamente a folha e minha mão já não consegue ser firme com a caneta que segura. Acho que já é hora de dormir e sonhar. Afinal, ainda chove muito lá fora .



sábado, 6 de março de 2010

Alguém ?

Já havia algum tempo que me esquecera o quão bom é conhecer novos Alguéns.

Socializar faz parte da necessidade humana em não ficar só. O problema é que, no meio de um mundo que parece sempre estar prestes a explodir e onde o tempo teima em correr, é muito complicado simplesmente sentar-se com alguém e conversar.

Sim, meus caros. Conversar. Sobre temas avulsos, que nada têm em comum entre si. Conversar pelo simples prazer de trocar experiências com uma pessoa nova. Conversar para realmente poder dizer que se conhece um pouco do outro. Aprender a ouvir e reaprender a ouvir coisas boas. Falar sem ter de se preocupar com o vocabulário ou com a postura a ser tomada. Jogar conversa fora, sem máscaras. Dizer besteiras. Ouvir gargalhadas. Dialogar. Poder discordar sem o receio de sofrer retaliações. Criticar e ser criticado sem medo ou ressentimento. Permitir-se viajar na história do outro e convidá-lo a entrar na sua. Discutir assuntos sérios e terminá-los com futebol e chopp. Reaprender a entender os limites e diferenças alheios. Tornar a sensibilizar-se com fatos bonitos e a indignar-se com os absurdos. Perceber que nem toda conversa possui segunda intenção, mas conseguir captar "pistas" nas frases sutis. Olhar nos olhos. Sorrir. Se emocionar. Se assustar. Surpreender-se. Opinar. Tirar a velha armadura e mostrar-se verdadeiramente a Alguém. Simplesmente CONVERSAR.

Infelizmente, dialogar com senso e respeito parece ser impossível em determinadas situações nos dias atuais.
Conversar é mais do que socializar, entreter ou conhecer. É a arte de dar formas e cores fortes e novas às palavras. É reacender a chama da "boa curiosidade" aliada às boas maneiras. É ver que uma tela e um teclado não bastam para verdadeiramente falar com alguém. Telefonar e falar e ouvir por horas e horas. . .

Tudo isso para, depois de um dia conturbado e corrido, poder-se deitar e lembrar daquela conversa (ou daquelas conversas) que mudaram algo em você, no seu dia ou, simplesmente, nada acrescentaram, mas que foram excelentes. Tenham sido elas ao pé do ouvido, longas ou mesmo rapidinhas na hora do almoço, e recordar-se do quanto é bom conhecer (um novo/velho) Alguém.



 

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