sexta-feira, 25 de março de 2011

Viradas - Parte I : Ilusão

Capítulo 5 - Primeira de muitas

Era uma manhã comum. Mas só para o resto do mundo. Ela esperava uma ligação especial, a Dele. E ele ligou na hora do almoço.
Quando ela pegou o telefone, estava ofegante e suas mãos tremiam. Ele chegou a perguntar se ela estava correndo e ela respondeu um rápido “sim” para não ter que dar maiores explicações.
Ela esperava poder ficar horas no telefone com ele (como são tolos os corações apaixonados), mas foram apenas cinco minutos. Ele a disse que a queria ver novamente e só.
Mas ela desfrutou de cada segundo daqueles cinco minutos. Qualquer besteira que ele a dissesse a faria suspirar. Ela nem notou que ele estava com uma pressa demasiada para desligar.

Mau sinal. Já estava completamente cega.

Passou o dia inteiro a suspirar e imaginar. Relembrava cada momento, sem pressa de terminar. E tinha esperanças de que ele ligasse novamente.
Ele não ligou. Um silêncio que, para ela, foi quase eterno. Uma semana e meia, até ela decidir telefonar.
Pegou o telefone, discou. Chamou três vezes. A mãe dele atendeu, ele não estava em casa. Ela deixou recado, mas ele era ocupado demais e só telefonou três dias depois. Eles marcaram de se encontrar. Ela foi. Ele não.
1ª decepção.



Continua ...

sábado, 12 de março de 2011

Viradas - Parte I : Ilusão

Capítulo 4 - Feitiço



Como que por magia, a menina tão ingênua se viu apaixonada da noite para o dia.

Precisava encontrar de novo aquele olhar inundado de malícia. Sentir outra vez aqueles braços ao redor do seu corpo que aumentavam deliciosamente o calor, ouvir repetidas vezes o sussurro da voz dele em seus ouvidos que arrepiava delirantemente cada fio de cabelo em seu corpo. 
Ela desejava aquele toque em sua pele suada, aquele clima de sedução que os envolvia quando ele dançava só para ela.

E o beijo. Ela necessitava desesperadamente daqueles lábios carnudos e quentes nos lábios dela. Línguas enroscadas, retorcidas, animadas e ousadas num único beijo, de um único homem.

Em suma, ela precisava dele.

Uma noite havia sido o bastante para que ele a entorpecesse. Ela sentia que era completamente dele, só não sabia ainda como classificar isso. Mas ela não queria admitir a derrota e decidiu que não se entregaria.

Neste momento, a paixão estava sentada com seu vestido vermelho rubi, à mesa de um bar, fumando seu cigarro de canela. Riu da menina, levantou-se e saiu. Estava na hora de trabalhar.

Continua ...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Especialmente para Eles

Vamos a uma pequena pausa em Viradas e em todos os outros posts para uma homenagem mais do que especial àqueles que ficarão marcados na minha vida para sempre : a turma do meu coração, onde eu descobri amigos, diferenças, afinidades, amor e, principalmente, a mim mesma. A minha 3004.

Podem reparar que até a fonte deste post se difere dos demais.

Discurso em homenagem a 3004
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Finalmente o grande dia 3004 !

Desde que entramos no HM, naquele 18 de fevereiro de 2008, esperamos por esta data.
O que nós não poderíamos imaginar era o que conquistaríamos neste colégio.

Fizemos amigos, compartilhamos momentos inesquecíveis e hilários, descobrimos um o talento do outro. Brigamos e fizemos as pazes. Amamos e rejeitamos. Nos odiamos até. Mas, acima de tudo, quando ninguém, nem mesmo nós esperávamos, nos unimos e formamos uma família : a família 3004.

Juntos, superamos todos os tipos de dificuldades e conquistamos professores, funcionários e, principalmente, a nós mesmos.

Mas, para conseguirmos isto, contamos com a ajuda de pessoas que se tornaram muito especiais para nós.
Gostaríamos de homenagear a muitos aqui hoje, entretanto, escolhemos a professora Vanice que nos marcou com suas aulas e personalidade.

Professora Vanice, com seu jeitinho todo descontraído e sua gargalhada contagiante, sempre tentando pôr um pouquinho de consciência política nessas nossas mentes um tanto desligadas. Com a senhora, aprendemos que sociologia pode ser muito mais do que só falação. Percebemos que debates intelectuais não são caretas e que nós mesmos podemos protagonizá-los.

Festinhas do pijama à parte, voltemos a falar de 3004 ...

 
O tempero desta turma é feito com alegria. Ela é a base de tudo.
Um pouco de imaginação e uma dose de veneno. Uma pitada de malícia e um pouco de bom humor.
Talvez tenha faltado um pouquinho mais de calma e tranquilidade, exageramos na medida de comunicação. Adicione a tudo isso, uma medida bem generosa de piadas internas.
A quantidade de responsabilidade variou de acordo com o dia e o astral dos cozinheiros. Mas, no final da receita, o resultado foi perfeito : um bolo surpresa de amigos, recheado com deliciosas e eternas lembranças.


Depois de tanto falarmos uns aos outros para nos controlarmos, acho que estamos preparados para enfrentar um Japão inteiro de desafios. Talvez ainda encontremos um burguês king e uma menina rica por aí, mas não serão como os que conhecemos. Até porque, os próximos podem não entender a piada e achar que isso é bullying.
Precisamos nos orientar para que não saiamos por aí anacolutando as conversas e cometendo chifres didáticos nas pessoas que vierem até nós com dancinhas ou exemplos de vida que são pura intertextualidade com as nossas.
Temos ainda que atentar para não entrar no fogo pegando fogo, dos problemas que surgirão. Tomar cuidado com esse flagelo da humanidade chamado intimidade. Estar sempre preparados para vozes nos gritando " Ô GARÔTO !" e nos acordando para a vida, ou simplesmente dizendo " Aaaaaah Paleeeeeta ..." no intuito de não seguirmos o exemplo do nosso querido amigo.
Lembrar sempre com carinho das vezes em que fomos chamados de "meus amores" e que caímos na gargalhada ao ouvir histórias sobre apartamentos na Barra e livros com nomes sugestivos.
Agora é a hora de sair dessa vida, 3004, e encarar a que está por vir sem esquecer NO WAY de tudo o que vivemos aqui.

 
E se você não entendeu NADA do que eu disse anteriormente, não faz mal. Isso é coisa de 3004 ...


Por fim, faço uso das palavras de Marcos, Marcelo e das minhas numa paródia para lembrarmos sempre com muito carinho de todos os momentos que passamos juntos :

                                          "Era uma sala muito engraçada.
Não tinha ar condicionado, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela não,
porque a maçaneta soltava na mão.
Brigas e intrigas pelas paredes.
E em pensar que éramos tão verdes.
E todo mundo sempre desatava a rir,
porque a felicidade existia ali.
E era travessa, mas com muito esmero, essa 3004 e seus mistérios


E lembrem-se : esse não é o fim da família 3004. É apenas um novo, e lindo, começo.

 
 

 

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